- O Fórum Empresarial do Brics apresentará uma proposta para criar um ‘passaporte’ que facilite a mobilidade de profissionais entre os países membros durante a cúpula nos dias 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro.
- O Brics, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e, desde 2024, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã, busca avançar em áreas como big data e inteligência artificial.
- A proposta visa estabelecer reconhecimento mútuo de profissões, permitindo que trabalhadores atuem com mais facilidade em suas áreas.
- O Fórum também levará 24 propostas aos líderes do Brics, incluindo a intensificação da agenda de transição e segurança energética.
- O Brasil é destacado como potencial hub para data centers e desenvolvimento de combustíveis sustentáveis.
O Fórum Empresarial do Brics apresentará uma proposta inovadora durante a cúpula do bloco, marcada para os dias 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro. A ideia é criar um ‘passaporte’ que facilite a mobilidade de profissionais entre os países membros, promovendo o intercâmbio de talentos e tecnologias.
O Brics, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e, desde 2024, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã, busca avançar em áreas como big data, inteligência artificial e transição energética. Frederico Lamego, superintendente de Relações Internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), destaca a importância de intensificar a colaboração entre empresas e governos para desenvolver competências em alta tecnologia.
A proposta do ‘passaporte’ visa estabelecer um reconhecimento mútuo de profissões, permitindo que trabalhadores de diferentes países possam atuar em suas áreas com mais facilidade. Para isso, o primeiro passo é a adoção de currículos escolares similares entre os países. Lamego menciona que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) é uma referência no Brasil, enquanto a China se destaca em inteligência artificial.
Propostas para a Cúpula
Além do ‘passaporte’, o Fórum Empresarial levará uma lista de 24 propostas aos líderes do Brics, com foco em facilitar negócios e criar oportunidades. Entre as sugestões, destaca-se a intensificação da agenda de transição e segurança energética. Lamego ressalta o potencial do Brasil em etanol e a necessidade de cooperação com países como a Índia.
A agenda inclui também parcerias para o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis e a exportação de painéis fotovoltaicos da China para o Brasil. O objetivo é que o Brasil se torne um hub para data centers, que demandam grandes quantidades de energia, alinhando-se às novas tecnologias e necessidades do mercado global.
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