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Indústria do Norte e Centro-Oeste se destaca na busca por crédito verde, aponta CNI

Indústrias brasileiras se mostram otimistas com o mercado de carbono e buscam financiamento para ações sustentáveis, principalmente no Norte-Centro-Oeste.

Indústria Têxtil teve participação grande no resultado de mês de março do setor (Foto: Márcia Foletto)
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  • Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 44% dos empresários industriais no Brasil consideram o mercado de carbono uma oportunidade estratégica.
  • O estudo foi realizado entre 15 de maio e 17 de junho de 2025 e destaca a importância da Lei 15.042/2024, que cria um novo marco legal para o mercado regulado de carbono.
  • O levantamento indica que 66% das indústrias estão interessadas em financiamento para ações sustentáveis, com maior interesse nas regiões Norte-Centro-Oeste (85%).
  • As regiões Nordeste e Sul apresentam índices de interesse de 77% e 65%, respectivamente.
  • A nova legislação pode gerar até R$ 128 bilhões em receitas, e o próximo passo será a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), sob responsabilidade do governo federal.

Em um cenário de preparação para a COP30, uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 44% dos empresários industriais no Brasil veem o mercado de carbono como uma oportunidade estratégica. O estudo, realizado entre 15 de maio e 17 de junho de 2025, destaca a relevância da Lei 15.042/2024, que estabelece um novo marco legal para o mercado regulado de carbono, aprovado no final de 2024.

O levantamento indica que 66% das indústrias estão interessadas em linhas de financiamento para ações sustentáveis. O maior índice de interesse por financiamento é observado nas regiões Norte-Centro-Oeste, onde 85% das empresas manifestaram essa intenção. As regiões Nordeste e Sul seguem com 77% e 65%, respectivamente.

A nova legislação pode gerar até R$ 128 bilhões em receitas, segundo estimativas do projeto internacional Partnership for Market Readiness (PMR). O próximo passo será a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), que ficará sob a responsabilidade do governo federal.

A pesquisa, conduzida pela Nexus, ouviu representantes de mil empresas de diferentes portes em todo o país, evidenciando um movimento crescente em direção à sustentabilidade na indústria brasileira.

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