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Natura eleva suas metas ESG até 2050 para aumentar valor em seus negócios

A Natura eleva suas metas de sustentabilidade, visando plásticos renováveis e embalagens reutilizáveis até 2030, apesar dos desafios globais.

João Paulo Ferreira, CEO da Natura: plano de acelerar o alcance de metas ambientais nos próximos 25 anos (Foto: Reprodução)
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  • A Natura anunciou uma revisão de suas metas de sustentabilidade até 2050, elevando suas ambições em questões ambientais, sociais e de governança (ESG).
  • O CEO João Paulo Ferreira afirmou que a empresa não recuará em seus compromissos, mesmo diante de retrocessos globais nas políticas ambientais.
  • A Natura adotará uma abordagem de “regeneração” e estabeleceu metas como 100% de plásticos renováveis até 2050 e embalagens reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2030.
  • A vice-presidente de Sustentabilidade, Ana Costa, destacou que a agenda sustentável está alinhada com os resultados financeiros, com a expectativa de que, para cada R$ 1 de receita, R$ 2,50 sejam revertidos para a sociedade.
  • A empresa também se comprometeu a garantir diversidade em sua força de trabalho e a implementar métodos de pagamento por serviços ambientais para comunidades fornecedoras.

A Natura anunciou, nesta sexta-feira (4), uma revisão de suas metas de sustentabilidade até 2050, elevando suas ambições em relação a questões ambientais, sociais e de governança (ESG). O CEO João Paulo Ferreira destacou que, apesar dos retrocessos globais nas políticas ambientais, a empresa não recuará em seus compromissos.

Com a COP 30 marcada para novembro em Belém, na Amazônia, a Natura pretende adotar uma abordagem de “regeneração” em vez de apenas “sustentabilidade”. Ferreira afirmou que “sustentar o que temos hoje não é uma boa ideia”, enfatizando a necessidade de curar e restaurar. A empresa estabeleceu metas ambiciosas, como alcançar 100% de plásticos renováveis até 2050 e garantir que todas as suas embalagens sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2030.

Ana Costa, vice-presidente de Sustentabilidade, ressaltou que o fortalecimento da agenda sustentável está alinhado com os resultados financeiros. A Natura desenvolveu uma metodologia chamada IP&L (Integrated Profit & Loss), que atribui valor monetário aos impactos socioambientais. A expectativa é que, para cada R$ 1 de receita, R$ 2,50 sejam revertidos para a sociedade, com a meta de chegar a R$ 4 até 2050.

Desafios e Inovações

Entre os desafios, a Natura reconhece a dificuldade em encontrar tecnologias adequadas para cumprir suas metas de plásticos renováveis. Angela Pinhati, diretora de Sustentabilidade, afirmou que a inclusão dessa meta visa estimular a inovação. Além disso, a empresa planeja implementar métodos de pagamento por serviços ambientais para 100% das comunidades fornecedoras e substituir matérias-primas por insumos amazônicos ao longo dos próximos 25 anos.

A Natura também se comprometeu a garantir que sua força de trabalho reflita a diversidade de grupos sub-representados em cada país onde atua até 2050. Com essas iniciativas, a empresa busca não apenas cumprir suas metas, mas também contribuir significativamente para a sociedade e o meio ambiente.

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