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Cade concede prazo para Marfrig e BRF responderem a acusações da Minerva

Cade analisa fusão entre Marfrig e BRF após Minerva levantar preocupações sobre concentração de mercado e conflitos de interesse.

Luta de touros (Foto: Getty Images)
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  • O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu um prazo de dez dias para Marfrig e BRF apresentarem defesas sobre o recurso da Minerva.
  • A Minerva argumenta que a fusão pode gerar riscos concorrenciais, como concentração de mercado e conflitos de interesse.
  • O Conselheiro-relator do Cade, Gustavo Augusto Freitas de Lima, destacou que a Minerva mencionou a participação da SALIC nas três empresas, o que poderia prejudicar a concorrência.
  • A Minerva sugere medidas mitigadoras, como restringir os direitos políticos da SALIC nas duas empresas.
  • As Assembleias Gerais Extraordinárias que definirão os próximos passos da fusão estão agendadas para 14 de julho.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) concedeu um prazo de 10 dias para que Marfrig (MRFG3) e BRF (BRFS3) apresentem suas defesas em relação ao recurso da Minerva (BEEF3). A Minerva argumenta que a fusão entre as duas empresas pode acarretar riscos concorrenciais significativos. A companhia, que é concorrente direta da Marfrig no mercado de carne bovina in natura e fornecedora da BRF, destaca a possibilidade de concentração de mercado e conflitos de interesse.

O Conselheiro-relator do Cade, Gustavo Augusto Freitas de Lima, ressaltou que a Minerva aponta que a operação pode gerar “efeitos unilaterais e coordenados”. A empresa também mencionou a participação da SALIC (Saudi Agricultural and Livestock Investment Company) nas três companhias, o que, segundo a Minerva, poderia prejudicar a rivalidade no setor e permitir alinhamentos estratégicos indevidos.

Preocupações da Minerva

A Minerva sugere que o Cade adote medidas mitigadoras, como restringir os direitos políticos da SALIC nas duas empresas. A fusão poderia resultar em uma participação de mercado de 70% para Marfrig e BRF em segmentos como hambúrgueres, almôndegas e quibes, enquanto a Minerva teria menos de 5%. A empresa alerta que isso poderia levar a um aumento da dependência dos fornecedores em relação à demanda das gigantes do setor.

O Cade agora se prepara para analisar as defesas e os argumentos apresentados por todas as partes envolvidas. As Assembleias Gerais Extraordinárias (AGEs) que definirão os próximos passos da fusão estão agendadas para 14 de julho. A expectativa é que a decisão do Cade busque um equilíbrio entre o avanço da operação e a proteção da concorrência no setor de alimentos.

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