- O dólar comercial fechou a terça-feira, 8, com queda de 0,63%, cotado a R$ 5,4466.
- A desvalorização ocorreu após o mercado assimilar ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- Trump mencionou a possibilidade de tarifas de 25% a 40% sobre produtos de 14 países, incluindo o Brasil.
- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reafirmou a meta de inflação de 3% e o Banco Central vendeu 35.000 contratos de swap cambial.
- No cenário global, o dólar se desvalorizou em relação a várias moedas emergentes, enquanto o índice do dólar subiu 0,13%.
O dólar comercial encerrou a terça-feira, 8, com queda de 0,63%, cotado a R$ 5,4466, após o mercado assimilar as ameaças tarifárias do presidente dos EUA, Donald Trump. A moeda norte-americana havia fechado abaixo de R$ 5,45 na véspera, em um cenário global mais favorável para moedas emergentes.
Trump publicou cartas no Truth Social, ameaçando impor tarifas de 25% a 40% sobre produtos de 14 países, incluindo Japão e Coreia do Sul, além de mencionar o Brasil. Apesar das tensões, o mercado reagiu positivamente, com o dólar atingindo a mínima de R$ 5,4357 durante a sessão.
Reação do Mercado
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a meta de inflação de 3% e destacou a importância da estabilidade econômica. Durante o dia, o Banco Central vendeu toda a oferta de 35.000 contratos de swap cambial, uma medida para controlar a volatilidade do câmbio.
Analistas apontam que, embora as ameaças de Trump tenham gerado um impacto inicial, o mercado já havia precificado essas informações. João Oliveira, head da Mesa de Operações do Banco Moneycorp, comentou que a calma retornou após a assimilação das novas tarifas.
Cenário Global
No exterior, o dólar se desvalorizou em relação a várias moedas emergentes, como o rand sul-africano e o peso mexicano. O índice do dólar, que mede seu desempenho frente a uma cesta de divisas, subiu 0,13%, refletindo uma leve valorização em relação ao iene japonês.
A expectativa do mercado também se volta para a ata da reunião do Federal Reserve, que manteve a taxa de juros entre 4,25% e 4,50%. A combinação de fatores, como a recuperação dos preços do petróleo e do minério de ferro, tem contribuído para a valorização do real neste ano, mesmo diante das incertezas comerciais.
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