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Fundos registram resgate líquido de R$ 37,8 bi no semestre, com multimercados em queda

Fundos de investimento enfrentam resgates líquidos de R$ 37,8 bilhões no primeiro semestre de 2025, com renda fixa se destacando.

Foto: Reprodução
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  • No primeiro semestre de 2025, os fundos de investimento registraram resgates líquidos de R$ 37,8 bilhões, o segundo pior resultado em cinco anos.
  • A captação no mesmo período de 2024 foi de R$ 107,1 bilhões.
  • A renda fixa se destacou, acumulando R$ 4 trilhões em patrimônio, um aumento de 11,1% em relação ao ano anterior.
  • Os fundos multimercados tiveram resgates líquidos de R$ 78,9 bilhões, reduzindo seu patrimônio de R$ 1,7 trilhão para R$ 1,5 trilhão.
  • Apesar dos desafios, a expectativa é que a classe multimercados possa crescer com a possível queda nas taxas de juros.

O primeiro semestre de 2025 registrou resgates líquidos de R$ 37,8 bilhões nos fundos de investimento, tornando-se o segundo pior resultado em cinco anos, superando apenas 2023. Em contraste, no mesmo período do ano anterior, a captação foi de R$ 107,1 bilhões. Apesar de uma leve recuperação em junho, com R$ 13,6 bilhões captados, a tendência de resgates continua preocupante.

A renda fixa se destacou como a classe de melhor desempenho, acumulando um patrimônio líquido de R$ 4 trilhões, um aumento de 11,1% em relação ao ano anterior. No entanto, os fundos multimercados enfrentaram um saldo negativo de R$ 78,9 bilhões devido a resgates significativos, enquanto os fundos de ações somaram R$ 43,6 bilhões em resgates líquidos. Os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) e FIPs (Fundos de Investimento em Participações) mostraram desempenho positivo, com captações líquidas de R$ 20,8 bilhões e R$ 9,9 bilhões, respectivamente.

Pedro Rudge, diretor da Anbima, destacou a volatilidade nas captações, afirmando que é difícil entender os motivos por trás de meses positivos e negativos. Os fundos multimercados, que apresentaram resgates líquidos de R$ 78,9 bilhões neste semestre, mantêm um cenário semelhante ao do ano passado, com o patrimônio líquido caindo de R$ 1,7 trilhão para R$ 1,5 trilhão.

A tributação de fundos fechados impactou os números, levando a uma transformação de fundos exclusivos em outras categorias. Apesar dos desafios, Rudge acredita que a classe multimercados pode voltar a crescer com a expectativa de queda nas taxas de juros. A renda fixa, embora tenha visto uma redução na captação em comparação com o ano anterior, continua atraindo investimentos significativos, especialmente em crédito privado, que agora representa 13% do patrimônio líquido da indústria.

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