- Os riscos climáticos, antes vistos como distantes, agora afetam a cadeia produtiva e as comunidades no Brasil, com prejuízos superiores a R$ 732 bilhões entre 2013 e 2024.
- As enchentes no Rio Grande do Sul causaram perdas de mais de R$ 70 bilhões. Em 2024, as perdas globais chegaram a US$ 402 bilhões, com apenas US$ 72 bilhões cobertos por seguros.
- A Zurich lançou a plataforma digital Climate Spotlight Core para avaliar riscos climáticos, visando ajudar empresas e governos a se prepararem para eventos extremos.
- A ferramenta analisa a exposição a doze tipos de riscos climáticos e gera relatórios a cada cinco anos até 2100, já sendo aplicada em setores como alimentos e infraestrutura.
- Com a COP30 se aproximando, a Zurich destaca a importância de integrar dados climáticos na gestão de riscos e planejamento de investimentos.
Os riscos climáticos, antes considerados distantes, agora são uma realidade que impacta severamente a cadeia produtiva e as comunidades. Entre 2013 e 2024, os desastres ambientais causaram prejuízos superiores a R$ 732 bilhões no Brasil, com as enchentes no Rio Grande do Sul resultando em perdas de mais de R$ 70 bilhões. Em 2024, o mundo enfrentou perdas de US$ 402 bilhões, com apenas US$ 72 bilhões cobertos por seguros, evidenciando uma lacuna significativa na proteção.
Diante desse cenário alarmante, a Zurich lançou uma plataforma digital para avaliar riscos climáticos. A iniciativa, que surgiu após as enchentes devastadoras no Brasil, visa ajudar empresas e governos a se prepararem para eventos extremos, promovendo a resiliência. Tiago Santana, superintendente de Engenharia de Riscos da Zurich, enfatiza que a resiliência deve ir além da resposta a desastres, focando na antecipação.
Plataforma Climate Spotlight Core
A nova solução, chamada Climate Spotlight Core, analisa a exposição a 12 tipos de riscos climáticos, incluindo alagamentos, secas e queimadas. O objetivo é fornecer suporte na tomada de decisões para organizações de todos os setores, considerando um cenário de aquecimento global de até 2,5 ºC. José Bailone, diretor-executivo de Seguros Corporativos da Zurich, destaca que a prevenção é essencial para mitigar perdas.
A análise é realizada a cada cinco anos até 2100, gerando relatórios detalhados sobre vulnerabilidades e impactos potenciais. A Zurich já aplicou a ferramenta em setores como alimentos e infraestrutura, ajudando empresas a evitar prejuízos significativos por alagamentos e a redesenhar operações em áreas propensas a queimadas.
O papel do setor de seguros
Com a COP30 se aproximando, a resiliência climática se torna ainda mais relevante. A Zurich vê este momento como uma oportunidade para reforçar o papel do setor de seguros na gestão de riscos climáticos. Santana ressalta a importância de transformar a consciência ambiental em ações estruturadas, integrando dados climáticos nos processos de gestão de risco e planejamento de investimentos.
A plataforma já demonstrou eficácia em casos práticos, permitindo que empresas identifiquem locais adequados para novas operações, levando em conta os riscos climáticos antes de iniciar suas atividades. A Zurich continua a trabalhar em soluções que ajudem a adaptar as operações e a agir de forma mais segura e sustentável.
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