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BC anuncia nova carta se IPCA não ficar abaixo do teto da meta no 1º trimestre de 2026

Banco Central projeta queda do IPCA abaixo de 4,50% até o primeiro trimestre de 2026 e alerta sobre nova carta se meta não for alcançada.

Foto: Reprodução
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  • O Banco Central (BC) espera que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique abaixo do teto de 4,50% até o primeiro trimestre de 2026.
  • A inflação acumulada em 12 meses atingiu 5,35% em junho de 2025, superando o teto da meta em 0,85 ponto porcentual.
  • Este foi o primeiro descumprimento da nova meta contínua de inflação, que começou a valer em 2025.
  • O BC não especificou quando a inflação deve retornar ao centro da meta de 3%, mas projeta que isso ocorra até o final de 2026.
  • Se a inflação não convergir para a meta até o prazo estipulado, uma nova carta será necessária.

O Banco Central (BC) anunciou que espera que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caia abaixo do teto da nova meta de inflação, fixada em 4,50%, até o primeiro trimestre de 2026. Caso a inflação acumulada em 12 meses não converja para esse patamar, uma nova carta será necessária.

Em nota divulgada nesta sexta-feira, 11, o BC reiterou que a inflação acumulada em 12 meses atingiu 5,35% em junho de 2025, superando em 0,85 ponto porcentual o teto da meta. Este foi o primeiro descumprimento da nova meta contínua de inflação, que entrou em vigor neste ano. A carta anterior, publicada em 10 de julho de 2025, já havia indicado o primeiro trimestre de 2026 como o prazo para que a inflação retornasse ao intervalo de tolerância, que varia de 1,5% a 4,5%.

Expectativas de Convergência

O BC não especificou quando espera que a inflação retorne ao centro da meta, que é de 3%, mas destacou que a previsão é que essa convergência ocorra até o final de 2026. As projeções do cenário de referência da autarquia indicam que a inflação não deve atingir a meta no prazo esperado, embora o BC tenha enfatizado que as trajetórias de juros utilizadas nas decisões de política monetária podem não coincidir com as estimativas do cenário de referência.

O BC afirmou que, conforme mencionado na carta, a expectativa é que a inflação convirja para a meta de 3,0% até o quarto trimestre de 2026. A autarquia mantém uma postura monetária que visa garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante, mesmo que as trajetórias de juros não se alinhem com as previsões do mercado, conforme indicado pela pesquisa Focus.

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