Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Latam se destaca com dividendos e valuations baixos em comparação ao S&P 500

As bolsas latino-americanas registram crescimento expressivo, com Colômbia, Chile e Brasil superando o S&P 500 e atraindo investidores.

A região superou o desempenho dos mercados emergentes em geral, graças a uma combinação de influxos estrangeiros, expectativas de cortes nas taxas e melhores lucros corporativos. (Foto: Bloomberg/Patricia Monteiro)
0:00
Carregando...
0:00
  • As bolsas latino-americanas tiveram um rali no primeiro semestre de 2025, com ganhos de dois dígitos.
  • Colômbia, Chile e Brasil lideraram a recuperação, com rendimentos superiores a 30% em dólares, superando o S&P 500.
  • O índice MSCI Latin America caiu 26% em 2024, destacando a recuperação atual.
  • O S&P BMV/IPC do México também cresceu 29% em dólares, impulsionado por um cenário macroeconômico mais estável.
  • A atratividade dos dividend yields na região é alta, com a Colômbia oferecendo 14,1% e o Brasil 8,2%, em contraste com 1,3% do S&P 500.

O rali das bolsas latino-americanas no primeiro semestre de 2025 surpreendeu investidores, com ganhos de dois dígitos e valuations históricas. A Colômbia, o Chile e o Brasil lideraram a recuperação, apresentando rendimentos superiores a 30% em dólares, superando o S&P 500.

O desempenho da região é notável, especialmente após um 2024 desafiador, quando o índice MSCI Latin America caiu 26%. O S&P BMV/IPC do México também teve um crescimento expressivo, subindo 29% em dólares, impulsionado por fluxos consistentes e um cenário macroeconômico mais estável.

Um relatório da Ashmore destaca a atratividade dos dividend yields na América Latina, que superam os do S&P 500. A Colômbia apresenta um rendimento de 14,1%, enquanto o Brasil oferece 8,2%, em contraste com apenas 1,3% do índice americano. Essa diferença torna a região atraente para investidores em busca de renda estável.

Potencial de Valorização

Os múltiplos de preço/lucro (P/L) na América Latina permanecem significativamente descontados em relação ao S&P 500, que é negociado a 22x. O Brasil e o México têm P/L de 8,3x e 12,1x, respectivamente. Essa disparidade sugere um potencial de valorização, especialmente se as avaliações convergirem nos próximos trimestres.

Além disso, a Ashmore projeta que a América Latina pode alcançar um desempenho acumulado superior de 26% em cinco anos em relação ao S&P 500, mesmo mantendo o prêmio de avaliação atual. O crescimento dos lucros na região deve ser cerca de 90% do registrado nos EUA, favorecendo a convergência das avaliações.

Cenário Macroeconômico

A perspectiva macroeconômica na América Latina continua a surpreender positivamente. O Brasil mantém a taxa Selic em 15% para controlar a inflação, enquanto o México já a reduziu em 400 pontos-base. O Chile e o Peru projetam expansões entre 2,5% e 3% este ano, apoiadas por exportações agrícolas e de mineração.

Os analistas da Ashmore recomendam que investidores com alta exposição às ações dos EUA considerem diversificar para a América Latina. A correlação relativamente baixa das ações latino-americanas com o S&P 500 pode proporcionar benefícios de diversificação e potenciais melhorias nos retornos.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais