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Setor de pescados alerta que tarifas de Trump podem ameaçar 25 mil empregos

Suspensão das exportações de pescados para os EUA pode resultar na perda de 25 mil empregos e afeta 1.500 toneladas de produtos.

Pescador na Praia da Ponta do Corumbau (Foto: Márcio Fernandes/Estadão)
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  • A exportação de pescados brasileiros para os Estados Unidos foi suspensa desde 10 de outubro de 2023.
  • A medida foi causada por uma tarifa de 50% imposta pelo presidente americano, Donald Trump.
  • A suspensão afeta 1.500 toneladas de produtos, como tilápia, lagosta e atum de profundidade, que estavam prontas para embarque.
  • A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) alertou que a interrupção pode resultar na perda de 25 mil empregos no setor.
  • A Abipesca pediu ao governo brasileiro uma prorrogação de 90 dias para a implementação da tarifa, visando escoar os estoques de forma ordenada.

A exportação de pescados brasileiros para os Estados Unidos foi suspensa desde 10 de outubro de 2023, devido a uma nova tarifa de 50% imposta pelo presidente americano, Donald Trump. Essa medida afeta 1.500 toneladas de produtos que estavam prontas para embarque em portos como Salvador (BA), Pecém (CE) e Suape (PE).

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) alertou que a interrupção das vendas pode resultar na perda de 25 mil empregos no setor. Cerca de 70% das exportações brasileiras de pescados são destinadas aos EUA, e a nova tarifa pode impactar diretamente 20 mil pescadores artesanais e 4,5 mil empregos nas indústrias de processamento. O presidente da Abipesca, Eduardo Lobo, destacou que a situação é crítica, comparando o impacto ao início da pandemia de Covid-19.

Impactos Econômicos

A suspensão das exportações representa um desafio significativo para o setor, que movimenta cerca de R$ 20 bilhões anualmente. Os produtos mais afetados incluem tilápia, lagosta e atum de profundidade, que têm grande parte da produção voltada para o mercado americano. A Abipesca pediu ao governo brasileiro que busque uma prorrogação de 90 dias para a implementação da tarifa, permitindo que os estoques sejam escoados de forma ordenada.

Além do setor pesqueiro, outras indústrias brasileiras, como a de suco de laranja, carne e café, também estão preocupadas com as tarifas. O Brasil é o maior produtor mundial de suco de laranja, com 42% das vendas destinadas aos EUA. A nova taxa pode inviabilizar a continuidade das vendas de carne e afetar o café, que é o principal fornecedor para o mercado americano.

Repercussões e Alternativas

A Frente Parlamentar da Agropecuária classificou a medida como um alerta para as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. A Abipesca enfatizou a necessidade de negociações diplomáticas para evitar agravamentos na situação do setor. A busca por novos mercados, especialmente na União Europeia, é vista como uma alternativa para reduzir a dependência do mercado americano.

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