- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou o uso do comércio internacional como forma de coerção.
- Lula se referiu às tarifas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras.
- Ele fez as declarações durante um discurso em um encontro sobre a defesa da democracia no Chile.
- Lula afirmou que a extrema-direita, representada por Donald Trump, utiliza o comércio como instrumento de coerção e controle.
- O presidente brasileiro também defendeu a regulação das plataformas digitais e Big Techs, alertando para os riscos à sociedade sem essa regulação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta segunda-feira (21), o uso do comércio internacional como uma forma de coerção, referindo-se às recentes tarifas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras. Durante um discurso em um encontro sobre a defesa da democracia no Chile, Lula afirmou que tais ações são típicas de “inimigos da democracia”.
Em sua fala, Lula destacou que a extrema-direita, representada por líderes como o presidente Donald Trump, promove um novo tipo de intervencionismo. Ele mencionou que esses “inimigos” não utilizam mais a força militar, mas sim controlam algoritmos e disseminam o ódio nas redes sociais. “Utilizam o comércio como instrumento de coerção e chantagem”, afirmou o presidente brasileiro.
Trump justificou as tarifas em uma carta ao governo brasileiro, alegando que a medida é uma resposta à “perseguição” ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta processos judiciais relacionados a tentativas de golpe após sua derrota eleitoral em 2022. Lula também abordou a necessidade de regular as plataformas digitais e as Big Techs, afirmando que a falta de regulação pode colocar as sociedades em constante risco.
“As sociedades estarão sob constante ameaça sem a regulação das plataformas digitais e Big Techs”, enfatizou Lula, ressaltando a importância de um controle mais rigoroso sobre essas ferramentas que influenciam a opinião pública e a democracia.
Entre na conversa da comunidade