- Empresários demonstraram indignação após a aprovação rápida do Projeto de Lei do Licenciamento Ambiental, ocorrida durante a madrugada.
- A votação aconteceu apesar de um pedido para adiamento enviado ao presidente da Câmara, Hugo Motta.
- Os empresários esperam que o presidente da República vete partes do projeto, temendo que o Congresso não respeite esse veto.
- Horacio Lafer Piva, chairman da Klabin, criticou o projeto, chamando-o de “sandice” e alertando sobre decisões políticas prejudiciais ao futuro do país.
- O ambientalista Roberto Klabin destacou que as mudanças no licenciamento ambiental aumentarão a vulnerabilidade da população e do meio ambiente diante das mudanças climáticas.
Empresários manifestaram forte indignação após a aprovação apressada do Projeto de Lei do Licenciamento Ambiental, ocorrida durante a madrugada. A votação foi realizada mesmo após um ofício enviado ao presidente da Câmara, Hugo Motta, solicitando o adiamento. Agora, os empresários esperam que o presidente da República vete partes do projeto, temendo que o Congresso não respeite esse veto.
Horacio Lafer Piva, chairman da Klabin e presidente da Iba, criticou o projeto, chamando-o de “sandice”. Ele destacou que a proposta reflete uma disputa entre bom senso e decisões políticas de curto prazo que podem comprometer o futuro do país. Candido Bracher, do Conselho de Administração do Itaú Unibanco, lamentou a falta de diálogo no Congresso, afirmando que a imposição de vontades sem ouvir diferentes opiniões é prejudicial para a sociedade.
O fundador da Natura, Pedro Passos, também se manifestou, ressaltando a desconexão dos legisladores com as necessidades futuras do Brasil. Para ele, o país deveria focar em políticas públicas que atendam às demandas do século 21. O ambientalista Roberto Klabin alertou que as mudanças no licenciamento ambiental aumentarão a vulnerabilidade da população, especialmente a mais carente, e do meio ambiente diante das mudanças climáticas.
A aprovação do PL gerou um clima de tensão entre os setores empresarial e ambiental, com apelos por um debate mais amplo e consciente sobre as implicações da legislação.
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