- O aeroporto internacional de Guarulhos (GRU) registrou aumento nos envios de cargas para os Estados Unidos desde a última sexta-feira.
- A movimentação é motivada pela nova tarifa de 50% que entrará em vigor na próxima sexta-feira.
- Atualmente, cerca de 20% das exportações do terminal têm os EUA como destino, com destaque para calçados, materiais de construção e carne enlatada.
- O aeroporto recomenda que empresas confirmem a reserva de voos antes de enviar as cargas para evitar congestionamentos.
- O aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), não observou mudanças significativas no fluxo de envios, com apenas uma empresa antecipando o envio de mercadorias.
O aeroporto internacional de Guarulhos (GRU), o maior do Brasil, observou um crescimento significativo nos envios e agendamentos de cargas com destino aos Estados Unidos desde a última sexta-feira. Essa movimentação ocorre em função da nova tarifa de 50% que será implementada na próxima sexta-feira, afetando produtos brasileiros.
Atualmente, cerca de 20% das exportações do terminal de cargas de Guarulhos têm os EUA como destino. Os principais itens exportados incluem calçados, materiais de construção e carne enlatada, provenientes de estados como São Paulo, Bahia e Espírito Santo. Para lidar com o aumento da demanda, o aeroporto tem recomendado que empresas e despachantes confirmem a reserva de voos antes de encaminhar as cargas.
Recomendações para Exportadores
As orientações incluem que cargas sem reserva ou com embarque previsto para mais de 48 horas após a chegada ao terminal não sejam levadas ao armazém de exportação. Essa medida visa otimizar o fluxo de envios e evitar congestionamentos.
Por outro lado, o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), informou que está monitorando a situação, mas não registrou mudanças significativas no fluxo de envios. Apenas uma empresa antecipou o envio de mercadorias por via aérea para reduzir o tempo de entrega, que seria originalmente feito por navio.
Respostas das Companhias Aéreas
A Latam afirmou não ter percebido alterações em seu planejamento de entregas, enquanto a Gol destacou que não realiza envios para os Estados Unidos. A Azul ainda não se manifestou sobre o assunto. A expectativa é que a movimentação continue intensa até a implementação da nova tarifa, com empresas buscando minimizar os impactos financeiros.
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