- A demanda por matcha, chá-verde japonês em pó, está crescendo rapidamente no Brasil, com previsão de quase dobrar até 2031.
- O mercado brasileiro deve passar de US$ 340 milhões em 2025 para US$ 790 milhões em 2031, segundo a consultoria Mobility Foresights.
- As bebidas prontas para beber representam cerca de 25% das vendas, enquanto os pós tradicionais correspondem a mais de 50%.
- O Japão, principal fornecedor, enfrenta escassez de produção devido a fatores climáticos, impactando a qualidade e quantidade da colheita.
- Os preços do matcha estão em alta, com o quilo de tencha atingindo 8.235 ienes, um aumento de 70% em relação à média de 2024.
O matcha, chá-verde japonês em pó, está em alta no Brasil, com uma demanda crescente que deve quase dobrar até 2031. O mercado brasileiro, avaliado em US$ 340 milhões em 2025, pode alcançar US$ 790 milhões em seis anos, segundo a consultoria Mobility Foresights. Essa popularidade é impulsionada pelas redes sociais e novas formas de consumo, como lattes e bebidas prontas para beber.
A categoria de matcha está entre as que mais crescem no setor de bebidas saudáveis. Atualmente, as bebidas prontas para beber representam cerca de 25% das vendas no Brasil, enquanto os pós tradicionais correspondem a mais de 50%. Os produtos instantâneos, que atendem ao público urbano, são os que mais crescem, com uma estimativa de 12% de expansão anual.
Enquanto o Brasil experimenta esse boom, o Japão, principal fornecedor global, enfrenta uma escassez de produção. Em 2024, empresas como Ippodo e Marukyu Koyamaen suspenderam a venda de alguns lotes devido a estoques insuficientes. A produção de matcha depende do tencha, uma folha cultivada à sombra, que é colhida apenas uma vez por ano. Fatores climáticos, como a seca na região de Kyoto, impactaram a qualidade e a quantidade da colheita.
Os preços do matcha estão em alta. O quilo de tencha atingiu 8.235 ienes em abril, um aumento de 70% em relação à média de 2024. Nos Estados Unidos e na Europa, o preço de latas de matcha de qualidade cerimonial dobrou em um ano, passando de US$ 0,75 para US$ 1,60 por grama. No Brasil, 95% do matcha de alta qualidade é importado do Japão, refletindo a forte dependência do país.
Para contornar a escassez, empresas brasileiras estão diversificando fornecedores, incluindo lotes de origem chinesa ou taiwanesa, que representam menos de 10% da oferta nacional. Apesar dos desafios, o Brasil lidera o mercado latino-americano e deve continuar a crescer na próxima década. Cafeterias premium já incorporaram bebidas à base de matcha em seus cardápios, e a categoria está ganhando espaço em supermercados e e-commerces.
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