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Taxa da blusinha eleva preços da Shein e impacta consumidores nos EUA

Com o fim da isenção tarifária, consumidores de baixa renda enfrentam aumento de preços em produtos da Shein e outras varejistas.

Focus, balança comercial e negociações dos EUA com a China: o que move os mercados (Foto: Reprodução)
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  • O fim da isenção tarifária para pacotes de baixo valor da China, em maio de 2024, já afeta consumidores americanos, especialmente os de baixa renda.
  • A medida, que permitia a entrada de produtos sem impostos para encomendas abaixo de $ 800, foi implementada durante a administração de Donald Trump.
  • Desde 2 de maio, os preços no site da varejista Shein aumentaram em média 12,5%, com um carrinho de dez produtos passando de $ 31 em abril para $ 69 em julho.
  • A nova tarifa também impacta outras importações, com a China respondendo por quase 75% dos pacotes de e-commerce nos EUA.
  • Um estudo estima que o fim da isenção pode gerar custos adicionais entre $ 10,9 bilhões e $ 13 bilhões anuais, afetando desproporcionalmente os consumidores de baixa renda.

O fim da isenção tarifária para pacotes de baixo valor da China, que ocorreu em maio de 2024, já impacta os consumidores americanos, especialmente os de baixa renda. A medida, implementada durante a administração de Donald Trump, permitia a entrada de produtos sem impostos para encomendas abaixo de US$ 800. Com a eliminação dessa isenção, os preços de produtos da varejista Shein aumentaram significativamente.

Desde 2 de maio, os preços no site da Shein começaram a subir. Um levantamento da Reuters revela que cerca de 200 itens analisados tiveram um aumento médio de 12,5% até o final de maio. Um carrinho com os 10 produtos que mais encareceram passou de US$ 31 em abril para US$ 69 em julho, um aumento de 123%. Os vestidos e casacos femininos, que antes custavam entre US$ 80 e US$ 270, tiveram um aumento médio de 23%.

Impacto Geral

A nova tarifa não afeta apenas a Shein. Em 2022, cerca de 83% das importações de e-commerce nos EUA vieram pela regra de de minimis, com a China respondendo por quase 75% desses pacotes. Em 2024, o número de remessas mais que dobrou, atingindo 1,36 bilhão. Shein e Temu representaram mais de 30% desse total, o que equivale a aproximadamente 400 milhões de pacotes.

Com o fim da isenção, os custos aumentam devido à burocracia alfandegária e tarifas que podem chegar a 145%. Especialistas indicam que as empresas devem repassar parte desses custos aos consumidores, mas tentam manter os preços baixos. Um estudo da Euromonitor aponta que produtos chineses vendidos pela Amazon estão se tornando mais caros que os de outros países.

Efeito sobre os Consumidores

O impacto é mais severo para os consumidores de baixa renda, que são os principais compradores desses produtos. Um estudo do National Bureau of Economic Research estima que o fim da isenção pode adicionar entre US$ 10,9 bilhões e US$ 13 bilhões anuais em custos, afetando desproporcionalmente quem menos pode pagar.

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