- Os Estados Unidos enfrentam inflação crescente, especialmente nos preços da carne bovina.
- O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) considera tarifas sobre produtos que não podem ser produzidos localmente.
- Uma lista de produtos foi elaborada, mas a execução depende da decisão do presidente Donald Trump.
- A carne bovina brasileira não está na lista, mas sua presença no mercado americano pode impactar a inflação.
- O Brasil forneceu 27% da carne importada pelos EUA de janeiro a maio, um aumento em relação aos 17% do ano anterior.
Os Estados Unidos enfrentam uma crescente inflação, especialmente nos preços da carne bovina, o que leva o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) a considerar tarifas sobre produtos que não podem ser produzidos localmente. Recentemente, uma lista de produtos foi elaborada, mas sua execução depende da decisão do presidente Donald Trump. Embora a carne bovina brasileira não esteja na lista, sua presença no mercado americano pode impactar a inflação.
Analistas do agronegócio destacam que a lista inclui itens como café, frutas tropicais e frutos do mar, que são essenciais para a alimentação americana. A imposição de tarifas diversificadas poderia beneficiar o Brasil, que é um grande fornecedor de alimentos para os EUA. Contudo, a situação política entre os dois países, especialmente a relação de Trump com o Brasil, pode dificultar as negociações.
A carne bovina brasileira representa uma parte significativa das importações americanas. Dados do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) indicam que o rebanho americano está em 94,2 milhões de cabeças, o que é inferior ao de 2024. A produção de carne bovina deve recuar 1% neste ano, totalizando 11,9 milhões de toneladas. Com a oferta interna reduzida, os EUA estão aumentando as importações, que devem chegar a 2,44 milhões de toneladas.
A inflação dos alimentos nos EUA superou 3% em junho em relação ao ano anterior, com a carne bovina contribuindo significativamente para esse aumento. Projeções indicam que os americanos poderão pagar até 9% a mais por essa proteína em 2025. A carne moída e os bifes já apresentaram altas de 10,3% e 12,4%, respectivamente, em comparação com o ano anterior.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) está em diálogo com parlamentares dos EUA para tentar reverter a taxação. O mercado americano é crucial para o Brasil, que forneceu 27% da carne importada pelos EUA de janeiro a maio, um aumento em relação aos 17% do ano passado.
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