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Café se destaca em negociações para evitar impactos de novas tarifas dos EUA

Tarifas de 50% sobre café brasileiro começam em 1º de agosto, afetando exportações e gerando negociações para possíveis isenções.

Colheita de café (Foto: Dimas Ardian/Bloomberg)
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  • Os Estados Unidos vão aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo café, a partir de 1º de agosto.
  • O Brasil fornece cerca de um terço do café consumido nos EUA, representando 18% das exportações brasileiras.
  • Márcio Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), acredita que os consumidores americanos continuarão a preferir o café brasileiro, embora a tarifa impacte mais o café solúvel.
  • Negociações estão em andamento para reduzir as tarifas para 20% a 25%.
  • O governo brasileiro, por meio do vice-presidente Geraldo Alckmin, busca isenções de tarifas em troca da abertura do mercado americano para produtos brasileiros, como a soja.

Os Estados Unidos estão prestes a implementar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo o café, a partir de 1º de agosto. Essa medida pode afetar significativamente o comércio, já que o Brasil fornece cerca de um terço do café consumido nos EUA, representando 18% das exportações brasileiras.

Márcio Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), afirma que, apesar do impacto, os consumidores americanos continuarão a preferir o café brasileiro. Ele destaca que a tarifa pode ter um efeito mais severo sobre o café solúvel, um produto de maior valor agregado. Ferreira acredita que as negociações em andamento podem levar a uma redução das tarifas, possivelmente para 20% a 25%.

A produção de café no Brasil enfrenta desafios, com preços que atingiram US$ 450 por saca no ano passado, devido a problemas climáticos. Atualmente, o preço gira em torno de US$ 300. Ferreira observa que, se os importadores americanos optarem por comprar café de outros países, a produção brasileira será redirecionada para atender a outras demandas.

Impactos no Mercado

A expectativa é que, mesmo com a tarifa, o consumo de café não diminua. No passado, quando os preços atingiram altos históricos, o consumo permaneceu estável. Ferreira ressalta que o café brasileiro é essencial para blends de outras origens, o que torna sua substituição difícil e demorada.

O setor cafeeiro está em contato constante com a National Coffee Association (NCA) dos EUA, buscando soluções para mitigar os impactos das tarifas. A NCA, que representa a indústria de café americana, está ciente da importância do café brasileiro para a economia dos EUA, onde o café representa 1,2% do PIB.

Negociações em Curso

O governo brasileiro, por meio do vice-presidente Geraldo Alckmin, está em diálogo com autoridades americanas para esclarecer quais produtos poderão ser isentos de tarifas. A possibilidade de isenções está condicionada à abertura do mercado americano para produtos brasileiros, como a soja.

As negociações são cruciais, pois a aplicação da tarifa pode inviabilizar o comércio de café entre os dois países. A situação gera apreensão entre os exportadores brasileiros, que aguardam um posicionamento claro sobre as novas regras comerciais.

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