- O Google anunciou que irá assinar o código de prática da União Europeia para inteligência artificial (IA).
- A assinatura visa promover o acesso seguro a ferramentas de IA na Europa.
- Kent Walker, presidente de assuntos globais da Alphabet, afirmou que a adesão pode gerar um impulso econômico de até 1,4 trilhões de euros até 2034.
- A Meta, controladora do Facebook e Instagram, decidiu não assinar o código, citando incertezas legais e riscos à inovação.
- Outras empresas, como OpenAI e Mistral, também se comprometeram a seguir as diretrizes da UE, enquanto a Meta continua a criticar a regulamentação.
O Google anunciou que irá assinar o código de prática da União Europeia para a inteligência artificial (IA), uma decisão que surge em meio a um debate intenso sobre a regulamentação do setor. A assinatura, prevista para ocorrer em breve, visa promover o acesso seguro a ferramentas de IA para cidadãos e empresas na Europa.
Em um comunicado, Kent Walker, presidente de assuntos globais da Alphabet, destacou que a adesão ao código pode impulsionar a economia europeia em até 1,4 trilhões de euros até 2034. Contudo, ele expressou preocupações sobre como a nova legislação pode atrasar o desenvolvimento tecnológico na região. O código estabelece diretrizes que buscam garantir a segurança e a transparência no uso da IA, mas Walker alertou que requisitos excessivos poderiam prejudicar a competitividade da Europa.
Reação da Meta
Enquanto o Google se compromete a seguir as diretrizes, a Meta, controladora do Facebook e Instagram, optou por não assinar o código. A empresa argumenta que a regulamentação traz incertezas legais e pode sufocar a inovação no setor. Joel Kaplan, chefe de assuntos globais da Meta, afirmou que a Europa está adotando um caminho que pode ser prejudicial para o desenvolvimento da IA.
Além do Google, outras empresas como OpenAI e a francesa Mistral também se comprometeram a seguir as diretrizes da UE. A Microsoft indicou que provavelmente assinará o código, enquanto a Meta continua a criticar a abordagem da União Europeia.
Pressões e Críticas
Recentemente, executivos de grandes empresas, como Airbus e BNP Paribas, publicaram uma carta aberta pedindo uma pausa de dois anos na implementação da legislação, argumentando que isso poderia comprometer a competitividade da Europa na corrida global pela IA. A Casa Branca também se manifestou, reafirmando a intenção de enfrentar barreiras comerciais digitais, mas a UE mantém sua posição firme em regular o espaço digital de forma autônoma.
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