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Dieta saudável na América Latina é a mais cara do mundo, custando quase R$ 30 por dia

Custo de dieta saudável na América Latina chega a US$ 5,16, enquanto 181,9 milhões não conseguem pagar por alimentos adequados

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  • Em 2024, o custo médio de uma dieta saudável na América Latina e no Caribe é de US$ 5,16 por pessoa por dia.
  • Esse valor representa um aumento de 3,8% em relação a 2023.
  • Desde 2019, os preços têm crescido continuamente, passando de US$ 3,78 em 2019 e US$ 4,97 em 2023.
  • Aproximadamente 181,9 milhões de pessoas na região não conseguem pagar por uma dieta saudável.
  • Globalmente, cerca de 31,9% da população, ou 2,6 bilhões de pessoas, não podem arcar com os custos de uma dieta saudável.

A América Latina e o Caribe continuam a ser a região com os preços mais altos para uma dieta saudável, com um custo médio de US$ 5,16 por pessoa por dia em 2024. Este valor representa um aumento de 3,8% em relação a 2023, conforme o relatório da FAO intitulado “The State of Food Security and Nutrition in the World 2025”. Desde 2019, os preços têm mostrado um crescimento constante, passando de US$ 3,78 em 2019 para US$ 4,97 em 2023.

Os dados revelam que 181,9 milhões de pessoas na região não conseguem arcar com os custos de uma dieta saudável. A FAO destaca que a dieta ideal deve incluir uma variedade de alimentos, como grãos integrais, frutas, vegetais, e proteínas em quantidades moderadas, além de água potável. O aumento nos preços dos alimentos tem sido um fator crucial, afetando a acessibilidade e a segurança alimentar.

Comparação Global

Após a América Latina, a Ásia apresenta o segundo maior custo médio de uma dieta saudável, com US$ 4,43, seguida pela África, com US$ 4,41. Na Oceania, o custo é de US$ 3,86, enquanto na América do Norte e na Europa, o valor médio é de US$ 4,02. O relatório também indica que, globalmente, cerca de 31,9% da população, ou 2,6 bilhões de pessoas, não podem pagar por uma dieta saudável em 2024.

Embora tenha havido uma leve redução no número de pessoas que não podem arcar com esses custos, a fome ainda afeta 8,2% da população mundial, totalizando cerca de 673 milhões de indivíduos. A FAO observa que, apesar de algumas melhorias, o progresso na segurança alimentar não tem sido uniforme, especialmente nas sub-regiões da África e da Ásia Ocidental.

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