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Exportadores criticam exceções ao tarifaço de Trump como derrota para Lula

Café brasileiro permanece sem isenção na nova lista de exceções à sobretaxa de importação dos EUA, preocupando exportadores e consumidores

ALERTA Lula e Trump: para empresariado, exceções abertas pelos Estados Unidos visam apenas proteger sua economia (Foto: EVARISTO SA/AFP e Kevin Dietsch/Getty/VEJA)
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  • O governo dos Estados Unidos anunciou uma sobretaxa de 50% nas importações do Brasil, gerando preocupação entre os setores afetados.
  • Recentemente, foi divulgada uma lista com 694 exceções à tarifa, beneficiando setores como suco de laranja e petróleo, mas excluindo o café.
  • O diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, afirmou que as isenções não são uma vitória para o governo Lula, mas uma necessidade para proteger a indústria americana.
  • As exceções incluem produtos que geraram 18,4 bilhões de dólares em vendas para os EUA, representando 43% do total.
  • O café, que representa 30% do mercado americano, continua sem isenção, levando exportadores a buscar novos mercados caso a situação não mude.

O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, anunciou uma sobretaxa de 50% nas importações do Brasil, gerando apreensão entre os setores afetados. Em uma nova atualização, uma lista de 694 exceções à tarifa foi divulgada, beneficiando principalmente o setor de suco de laranja e petróleo, mas deixando o café de fora.

Representantes do setor privado expressaram uma comemoração moderada em relação às isenções. Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR, destacou que as exceções não representam uma vitória para o governo Lula, mas sim uma necessidade de proteger a indústria americana. Ele ressaltou que mais da metade do suco consumido nos EUA é proveniente do Brasil, e a pressão dos importadores foi crucial para essa decisão.

A lista de exceções inclui produtos que, no ano passado, geraram 18,4 bilhões de dólares em vendas para os EUA, representando 43% do total. Entre os itens isentos estão aviões, produtos siderúrgicos e o suco de laranja. José Augusto de Castro, presidente da AEB, considerou as isenções superiores às expectativas iniciais, embora o café, um produto vital, não tenha sido contemplado.

O café, que representa 30% do mercado americano, continua sem isenção, o que preocupa os exportadores. Márcio Ferreira, presidente da Cecafé, afirmou que os consumidores americanos não podem abrir mão do café brasileiro. A expectativa é que, em algum momento, o setor seja incluído nas isenções, mas, caso contrário, a estratégia será buscar novos mercados.

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