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Cuba se prepara para enfrentar nova temporada de furacões no setor do tabaco

Produtores de tabaco em Cuba se adaptam a ciclones, investindo em infraestrutura e técnicas para garantir a produção e a segurança alimentar

Héctor Luis Prieto, produtor de tabaco de Pinar del Río, Cuba, no dia 11 de julho. (Foto: Santiago Mesa)
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  • Cuba enfrenta desafios com ciclones que afetam a produção de tabaco, especialmente em Pinar del Río.
  • Produtores como Héctor Luis Prieto e Joandy Lazo Pérez estão melhorando suas infraestruturas e técnicas de cultivo para aumentar a resiliência.
  • O ciclone Ian, em 2022, causou perdas de cerca de 4 milhões de dólares e destruiu 90% das infraestruturas locais.
  • A temporada de ciclones começa em junho, com previsão de até dezenove tempestades tropicais, sendo até dez delas furacões.
  • Agricultores estão diversificando culturas e investindo em tecnologias, como irrigação autônoma e energia solar, para garantir a produção.

Cuba enfrenta desafios significativos devido à frequência de ciclones que impactam a produção de tabaco, especialmente na região de Pinar del Río. Produtores como Héctor Luis Prieto e Joandy Lazo Pérez estão implementando melhorias em suas infraestruturas e técnicas de cultivo para aumentar a resiliência e a produção.

Após o devastador ciclone Ian, que em 2022 causou perdas de cerca de 4 milhões de dólares e destruiu 90% das infraestruturas locais, muitos agricultores se mobilizaram. Prieto, um dos maiores nomes do tabaco cubano, destaca que a tradição familiar e a economia do país são severamente afetadas por esses desastres. Ele, que produz mais de 12 toneladas anuais, afirma que a paixão pelo cultivo é herdada de geração em geração.

A temporada de ciclones, que se inicia em junho, traz preocupação aos agricultores. A NOAA prevê entre 13 e 19 tempestades tropicais até novembro, com a possibilidade de até dez se tornarem furacões. Em resposta, os produtores estão reforçando suas estruturas e investindo em tecnologias, como sistemas de irrigação autônomos e energia solar, para minimizar os impactos.

Joandy Lazo Pérez, que também sofreu com os efeitos de Ian, adaptou sua propriedade construindo estruturas mais baixas para resistir aos ventos. Ele agora utiliza materiais mais resistentes e sistemas de armazenamento de água para garantir a irrigação durante apagões. A diversificação de culturas, incluindo hortaliças, também é uma estratégia adotada para garantir a segurança alimentar.

Além disso, os agricultores estão ganhando mais autonomia nas últimas safras, podendo escolher entre cooperativas ou trabalhar diretamente com o Estado, o que pode aumentar seus rendimentos. Atualmente, os trabalhadores do setor tabacalero recebem entre 2.000 e 3.000 pesos diários, equivalente ao salário mínimo mensal em Cuba.

Com a previsão de ciclones mais frequentes e intensos, o setor tabacalero cubano se prepara para enfrentar os desafios, buscando garantir a produção de um dos principais produtos de exportação do país.

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