- Paulo Skaf foi reeleito para seu quinto mandato à frente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).
- Ele planeja implementar um novo Conselho Global de Relações Internacionais, presidido por Roberto Azevêdo.
- Skaf pretende fortalecer a diplomacia empresarial e abrir novos mercados, especialmente nos Estados Unidos.
- Ele criticou o tarifaço imposto pelos EUA, que impacta as exportações de pequenas e médias empresas brasileiras.
- A nova gestão da Fiesp buscará uma atuação mais incisiva no cenário internacional, refletindo as necessidades atuais da indústria.
Paulo Skaf foi reeleito para seu quinto mandato à frente da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) e já planeja ações para fortalecer a diplomacia empresarial. Embora assuma oficialmente em 1º de janeiro de 2026, ele se comprometeu a colaborar com o governo Lula e o Itamaraty para enfrentar o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que afeta diretamente as exportações brasileiras.
Skaf destacou a gravidade da situação, afirmando que muitas pequenas e médias empresas dependem do mercado norte-americano. “Vamos dar toda atenção, embora meu mandato vá iniciar apenas em 1º de janeiro do próximo ano”, disse. Para liderar essa nova fase, ele convidou o ex-diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, para presidir o novo Conselho Global de Relações Internacionais da Fiesp.
Foco em Novos Mercados
A proposta de Skaf visa abrir novos mercados para as indústrias brasileiras, começando pela aproximação com os Estados Unidos. “Vamos iniciar com o governo americano e depois estender a todos os outros mercados”, afirmou. Ele ressaltou a importância de aumentar o volume de vendas e investimentos por meio de relações comerciais mais robustas.
Além disso, Skaf mencionou os desafios que a indústria enfrenta, como a alta carga tributária e os juros elevados. Ele criticou a postura do governo em relação aos gastos públicos, afirmando que “não há nada mais importante para a economia brasileira do que a redução dos gastos públicos”.
Retorno ao Comando da Fiesp
A reeleição de Skaf foi marcada por um abaixo-assinado que solicitou seu retorno ao cargo, após ele ter apoiado Josué Gomes em sua presidência anterior. A articulação para sua volta começou no ano passado, com reuniões com sindicatos que apoiaram sua chapa. A nova gestão da Fiesp promete ser um reflexo das necessidades atuais da indústria, buscando uma atuação mais incisiva no cenário internacional.
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