- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de até 250% sobre medicamentos importados.
- A medida foi divulgada durante uma entrevista ao programa “Squawk Box” da CNBC e visa incentivar a produção nacional.
- As tarifas começarão com uma taxa inicial menor, aumentando para 150% em um ano e, depois, para 250% em até um ano e meio.
- Especialistas alertam que essas tarifas podem elevar os preços dos medicamentos, afetando os consumidores.
- Trump também enviou cartas a grandes empresas farmacêuticas exigindo a redução dos preços dos medicamentos, sob pena de penalidades.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a intenção de impor tarifas que podem chegar a 250% sobre medicamentos importados. A medida, divulgada durante uma entrevista ao programa “Squawk Box” da CNBC, visa incentivar a produção nacional e reduzir a dependência de importações.
As tarifas começarão com uma taxa inicial menor, que deve ser aumentada para 150% em um ano e, posteriormente, para 250% em um período de até um ano e meio. Essa estratégia faz parte de um esforço mais amplo para fortalecer a indústria farmacêutica local e garantir a segurança nacional, conforme afirmado por Trump.
Além das tarifas sobre medicamentos, o governo também está considerando a imposição de tarifas sobre semicondutores, um setor com vendas globais estimadas em US$ 700 bilhões. O Departamento de Comércio já investiga o mercado de semicondutores desde abril, preparando o terreno para essas tarifas.
Especialistas alertam que a implementação de tarifas tão altas pode resultar em um aumento significativo nos preços dos medicamentos, afetando diretamente os consumidores. Com uma tarifa inicial de 25%, já se prevê um aumento de 10% a 14% nos preços ao consumidor à medida que os estoques existentes se esgotam.
Trump também enviou cartas a 17 grandes empresas farmacêuticas, exigindo a redução dos preços dos medicamentos ou enfrentando penalidades. Ele destacou que o governo utilizará todas as ferramentas disponíveis para proteger os consumidores americanos, caso as empresas não colaborem.
A transição para uma produção totalmente nacional pode levar anos. Embora empresas como AstraZeneca e Johnson & Johnson tenham anunciado investimentos significativos nos EUA, a realocação das fábricas e a redução da dependência de importações não são garantidas em curto prazo. Isso levanta preocupações sobre a disponibilidade e o custo de medicamentos essenciais, como antibióticos e insulina.
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