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China reforça apoio ao Brasil contra tarifas e critica pressões externas

China apoia Brasil contra tarifas dos EUA e propõe diálogo sobre guerra na Ucrânia, reforçando laços em meio a tensões comerciais

Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, gesticula para a imprensa enquanto caminha entre reuniões durante a 58ª Reunião de Ministros das Relações Exteriores da ASEAN e reuniões relacionadas no Centro de Convenções em Kuala Lumpur, em 11 de julho de 2025. (Foto: MANDEL NGAN/Pool via REUTERS)
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  • O Brasil enfrenta tarifas de exportação de cinquenta por cento impostas pelos Estados Unidos sobre mais da metade dos produtos brasileiros.
  • O chanceler chinês, Wang Yi, expressou apoio ao Brasil em uma ligação com o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, criticando as tarifas americanas.
  • Wang descreveu as tarifas como um “comportamento de intimidação” e reafirmou a defesa da soberania brasileira.
  • Durante a conversa, os diplomatas também discutiram a guerra na Ucrânia e a possibilidade de intensificar o diálogo entre China e Brasil para promover um cessar-fogo.
  • A expectativa é que a parceria entre Brasil e China se fortaleça em meio a essas tensões comerciais, visando proteger os interesses de ambos os países.

O Brasil enfrenta um cenário desafiador com o aumento das tarifas de exportação para os Estados Unidos, que agora taxam mais da metade dos produtos brasileiros em 50%. Em resposta a essa situação, o chanceler chinês, Wang Yi, manifestou apoio ao Brasil em uma conversa telefônica com o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, nesta quarta-feira, 6.

Durante a ligação, Wang criticou as tarifas impostas pelos EUA, descrevendo-as como um “comportamento de intimidação”. Ele reafirmou a posição da China em favor da soberania brasileira e se opôs à interferência externa nos assuntos internos do país. O chanceler destacou que a China está ao lado do Brasil na defesa de seus interesses nacionais, enfatizando que o uso de tarifas como arma é uma violação das normas internacionais.

Cooperação e Diálogo

Além das questões comerciais, os diplomatas discutiram a guerra na Ucrânia. Wang sugeriu intensificar o diálogo entre Pequim e Brasília para construir um consenso no Sul Global em torno de um cessar-fogo. Ele propôs que os esforços se concentrem no Grupo de Amigos pela Paz, visando uma solução política duradoura para o conflito.

A conversa ocorre no mesmo dia em que novas tarifas dos EUA entram em vigor, afetando o Brasil com uma taxa de 50%. Exceções incluem suco de laranja e metais preciosos, e há expectativa de que a lista de isenções aumente, incluindo produtos como carne e café.

Reação Chinesa

Essa não é a primeira vez que a China defende o Brasil diante das tarifas americanas. Em julho, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China já havia criticado a postura dos EUA, reafirmando a importância da igualdade de soberania e da não-intervenção. A expectativa é que a parceria entre Brasil e China se fortaleça ainda mais em meio a essas tensões comerciais, com ambos os países buscando proteger seus interesses legítimos no cenário internacional.

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