- O Brasil enfrenta tarifas de exportação de cinquenta por cento impostas pelos Estados Unidos sobre mais da metade dos produtos brasileiros.
- O chanceler chinês, Wang Yi, expressou apoio ao Brasil em uma ligação com o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, criticando as tarifas americanas.
- Wang descreveu as tarifas como um “comportamento de intimidação” e reafirmou a defesa da soberania brasileira.
- Durante a conversa, os diplomatas também discutiram a guerra na Ucrânia e a possibilidade de intensificar o diálogo entre China e Brasil para promover um cessar-fogo.
- A expectativa é que a parceria entre Brasil e China se fortaleça em meio a essas tensões comerciais, visando proteger os interesses de ambos os países.
O Brasil enfrenta um cenário desafiador com o aumento das tarifas de exportação para os Estados Unidos, que agora taxam mais da metade dos produtos brasileiros em 50%. Em resposta a essa situação, o chanceler chinês, Wang Yi, manifestou apoio ao Brasil em uma conversa telefônica com o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, nesta quarta-feira, 6.
Durante a ligação, Wang criticou as tarifas impostas pelos EUA, descrevendo-as como um “comportamento de intimidação”. Ele reafirmou a posição da China em favor da soberania brasileira e se opôs à interferência externa nos assuntos internos do país. O chanceler destacou que a China está ao lado do Brasil na defesa de seus interesses nacionais, enfatizando que o uso de tarifas como arma é uma violação das normas internacionais.
Cooperação e Diálogo
Além das questões comerciais, os diplomatas discutiram a guerra na Ucrânia. Wang sugeriu intensificar o diálogo entre Pequim e Brasília para construir um consenso no Sul Global em torno de um cessar-fogo. Ele propôs que os esforços se concentrem no Grupo de Amigos pela Paz, visando uma solução política duradoura para o conflito.
A conversa ocorre no mesmo dia em que novas tarifas dos EUA entram em vigor, afetando o Brasil com uma taxa de 50%. Exceções incluem suco de laranja e metais preciosos, e há expectativa de que a lista de isenções aumente, incluindo produtos como carne e café.
Reação Chinesa
Essa não é a primeira vez que a China defende o Brasil diante das tarifas americanas. Em julho, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China já havia criticado a postura dos EUA, reafirmando a importância da igualdade de soberania e da não-intervenção. A expectativa é que a parceria entre Brasil e China se fortaleça ainda mais em meio a essas tensões comerciais, com ambos os países buscando proteger seus interesses legítimos no cenário internacional.
Entre na conversa da comunidade