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Pix deve permanecer sob gestão do Banco Central, afirma Galípolo

Gabriel Galípolo reafirma a necessidade de manter o Pix sob gestão pública e pede recursos para inovações em meio a investigações dos EUA

Presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galipolo, participa de uma entrevista coletiva na sede do Banco Central do Brasil em Brasília, Brasil, em 27 de março de 2025. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu a continuidade do Pix como sistema público em evento no Rio de Janeiro.
  • Ele ressaltou a importância do sistema para a inclusão financeira e a necessidade de recursos para inovações.
  • O Pix já possui 858 milhões de chaves cadastradas e realiza cerca de 250 milhões de transações diárias.
  • Galípolo negou que o Pix prejudique outros meios de pagamento, citando um aumento de 20,9% nas transações com cartões de crédito desde sua implementação.
  • Ele criticou a privatização do sistema, afirmando que a gestão pública é essencial para garantir a segurança financeira do Brasil.

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, reafirmou a importância do Pix como um sistema de pagamentos instantâneos essencial para o Brasil, durante evento em Rio de Janeiro. Ele destacou que o sistema deve continuar sob gestão pública para evitar conflitos de interesse, especialmente em meio a investigações dos Estados Unidos sobre práticas comerciais brasileiras.

Galípolo defendeu a manutenção do Pix como uma infraestrutura crítica, ressaltando que, desde seu lançamento em 2020, o sistema já conta com 858 milhões de chaves cadastradas e realiza, em média, 250 milhões de transações diárias. O presidente lamentou a disseminação de fake news sobre o sistema, que tem promovido a inclusão financeira no país.

Investigação dos EUA

Recentemente, o Pix foi alvo de investigações pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, que questiona se o sistema impõe barreiras ao comércio e a instituições financeiras norte-americanas. Galípolo negou que o Pix prejudique outros meios de pagamento, afirmando que as transações com cartões de crédito cresceram 20,9% desde sua implementação, superando o aumento de 13,1% na década anterior.

O presidente do BC também enfatizou a necessidade de recursos para inovações no sistema, como o Pix automático e o Pix parcelado. Ele defendeu a aprovação da PEC 65/2023, que visa aumentar o orçamento do BC, alertando que 70% dos investimentos em tecnologia se tornam despesas correntes devido à manutenção.

Importância da Gestão Pública

Galípolo reiterou que a gestão pública do Pix é fundamental para garantir a segurança e a integridade do sistema. Ele criticou a ideia de privatização, que poderia comprometer a segurança financeira do Brasil. O presidente concluiu que um arcabouço financeiro robusto é essencial para suportar as inovações que o Pix trouxe ao mercado, evitando que outras áreas do BC sejam prejudicadas por limitações orçamentárias.

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