- A administração Trump aumentou tarifas comerciais globais entre 10% e 50%, gerando incertezas entre líderes empresariais.
- A tarifa média efetiva subiu para mais de 17%, o maior nível desde 1935.
- O CEO da Zurich Insurance, Mario Greco, expressou confusão sobre as mudanças, enquanto Oliver Bate, da Allianz, destacou que a incerteza pode atrasar investimentos.
- Países como Reino Unido, Japão e Coreia do Sul conseguiram tarifas mais baixas, enquanto Brasil e Índia enfrentam aumentos significativos.
- Executivos de empresas como Henkel e Maersk alertaram que a falta de certeza pode impactar a demanda global e o crescimento econômico.
A nova era de tarifas comerciais globais, impulsionada pela administração Trump, gera incertezas entre líderes empresariais. Desde a implementação de tarifas que variam de 10% a 50% sobre diversos parceiros comerciais, a confusão se espalha entre CEOs, especialmente na Europa. As novas taxas, que entraram em vigor na madrugada de quinta-feira, elevam a tarifa média efetiva para mais de 17%, o maior nível desde 1935.
Mario Greco, CEO da Zurich Insurance, expressou sua perplexidade em relação às mudanças, afirmando que a situação parece ser parte de uma estratégia para criar caos. Apesar disso, ele acredita que sua empresa está bem posicionada para enfrentar os desafios. Oliver Bate, da Allianz, compartilhou a mesma visão, ressaltando que a incerteza no comércio pode atrasar decisões de investimento, impactando o crescimento global.
Os impactos das tarifas são variados. Enquanto países como Reino Unido, Japão e Coreia do Sul conseguiram acordos para tarifas mais baixas, outros, como Brasil e Índia, enfrentam aumentos significativos. O CEO da Henkel, Carsten Knobel, descreveu o ambiente de negócios como “desafiador e incerto”, refletindo as tensões geopolíticas e os conflitos comerciais.
Vincent Clerc, da Maersk, destacou que a falta de certeza está atrasando investimentos, o que pode afetar a demanda global. Ele enfatizou a importância de um período estável para que as empresas se adaptem às novas realidades do comércio. Roland Busch, da Siemens, também comentou que a certeza trazida pela nova fase tarifária é positiva, embora o impacto em seus negócios seja limitado neste ano fiscal.
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