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China mantém ritmo forte de exportações mesmo com tarifas de Trump

China registra crescimento de 7,2% nas exportações em julho, impulsionado por mercados fora dos EUA, apesar da queda nas vendas americanas

Terminal de cargas em Chongqing, na China: ritmo de vendas para o exterior está em patamar bem mais alto do que a média histórica (Foto: Gilles Sabrié/The New York Times)
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  • As exportações da China cresceram 7,2% em julho, totalizando US$ 322 bilhões.
  • O aumento foi impulsionado por vendas para a União Europeia, Sudeste Asiático e Austrália, apesar da queda de 22% nas vendas para os Estados Unidos.
  • O superávit comercial da China foi de US$ 98,2 bilhões, acima da média histórica, mas inferior ao de junho.
  • As importações chinesas também aumentaram 4,1% em julho, com destaque para circuitos integrados.
  • Analistas preveem uma possível desaceleração nas exportações na segunda metade do ano devido a tarifas e menor demanda dos EUA.

As exportações da China surpreenderam ao crescer 7,2% em julho, totalizando US$ 322 bilhões, apesar de uma queda de 22% nas vendas para os EUA. Esse aumento, o maior desde abril, foi impulsionado por vendas para a União Europeia, Sudeste Asiático e Austrália, compensando a diminuição nas compras americanas.

Os dados, divulgados pelas autoridades aduaneiras, mostram que a resiliência das exportações se mantém, mesmo com as altas tarifas impostas pelos EUA. Jacqueline Rong, economista-chefe do BNP Paribas, destacou que o crescimento foi sustentado por mercados fora dos EUA. O superávit comercial da China foi de US$ 98,2 bilhões, um valor acima da média histórica, embora menor que em junho.

A demanda global por produtos chineses continua forte, com analistas prevendo que o valor das exportações pode atingir quase US$ 3,8 trilhões até 2025, se o ritmo atual se mantiver. No entanto, a expectativa de desaceleração nas exportações na segunda metade do ano é real, devido a tarifas e menor demanda dos EUA, conforme apontam analistas do Morgan Stanley.

Desafios e Oportunidades

A China tem buscado contornar as barreiras tarifárias, aumentando a participação de terceiros países nas exportações. A participação da China no valor agregado total de manufatura com destino aos EUA, via países como Vietnã e México, subiu de 14% em 2017 para 22% em 2023. O yuan, embora mais fraco em relação a outras moedas, também tem contribuído para a competitividade das exportações.

As importações chinesas cresceram 4,1% em julho, com destaque para circuitos integrados, que atingiram o maior nível em quatro anos. Contudo, a crise no setor imobiliário pode impactar esse crescimento no futuro. A incerteza sobre a extensão da trégua tarifária entre os EUA e a China pode afetar o desempenho das exportações nos próximos meses, segundo analistas da Pantheon Macroeconomics.

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