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Juros altos dificultam vendas de imóveis e afetam incorporadoras no mercado

Incorporadoras enfrentam dificuldades de vendas devido à alta de juros e buscam alternativas para evitar distratos e garantir financiamentos

Dificuldade em concluir vendas pode pressionar fluxo de caixa das empresas e exigir negociação para evitar distratos (Foto: Werther Santana/Estadão)
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  • O setor imobiliário de médio e alto padrão enfrenta dificuldades devido ao aumento das taxas de juros e à entrega de obras.
  • A taxa média de juros do crédito imobiliário no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) subiu de 10,7% em 2024 para 12,5% em 2025.
  • O valor da parcela de um imóvel de R$ 700 mil aumentou de R$ 4,4 mil para R$ 5,3 mil mensais, reduzindo o poder de compra dos consumidores.
  • Incorporadoras que financiaram obras por meio do mercado de capitais enfrentam mais dificuldades, pois bancos priorizam clientes com financiamentos diretos.
  • Algumas incorporadoras, como a Plaenge, estão oferecendo opções de migração para imóveis menores e aumentando o percentual de pagamento antes da entrega das chaves.

Com a alta das taxas de juros e a crescente entrega de obras, o setor imobiliário de médio e alto padrão enfrenta desafios significativos. As incorporadoras, especialmente aquelas que lidam com imóveis acima de R$ 500 mil, estão tendo dificuldades para concluir vendas e repassar clientes ao financiamento bancário após a entrega das chaves. A taxa média de juros do crédito imobiliário no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) aumentou de 10,7% em 2024 para 12,5% em 2025, segundo dados do Banco Central.

Esse aumento nas taxas se traduz em parcelas de financiamento mais altas, reduzindo o poder de compra dos consumidores. Por exemplo, a parcela de um imóvel de R$ 700 mil saltou de R$ 4,4 mil para R$ 5,3 mil mensais. Rafael Carlos, sócio-diretor da consultoria Alvarez & Marsal, destaca que as incorporadoras terão que lidar com clientes que não conseguirão financiar seus imóveis devido ao aumento dos juros.

Dificuldades no Repasse

As dificuldades de repasse são mais acentuadas para as incorporadoras que financiaram suas obras por meio do mercado de capitais. Caio Brihy, diretor da Alvarez & Marsal, aponta que os bancos priorizam o atendimento aos consumidores cujas obras foram financiadas diretamente por eles, deixando os clientes de incorporadoras que utilizaram Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) em uma posição desfavorável.

Analistas do Bank of America, Carlos Peyrelongue e Carla Graça, alertam que essa situação pode levar algumas incorporadoras a oferecer descontos para garantir vendas. Eles observam que os níveis de estoque de imóveis no segmento de renda média e alta estão elevados, o que pode pressionar as margens das empresas.

Alternativas para Clientes

Diante desse cenário, a incorporadora Plaenge tem adotado estratégias para ajudar clientes em dificuldades. Alexandre Fabian, sócio-diretor da empresa, menciona que estão oferecendo a opção de migrar para apartamentos menores ou imóveis semelhantes ainda na planta, permitindo um alongamento do prazo de pagamento. A empresa também aumentou o percentual de pagamento exigido antes da entrega das chaves, que agora varia de 40% a 50%.

O aumento das taxas de juros já impactou o setor, com uma queda de 22,3% nos lançamentos e uma redução de 24,5% nas vendas no primeiro trimestre de 2025 em comparação ao ano anterior. Apesar disso, o presidente da Abrainc, Luiz França, acredita que o setor está resiliente e não deve enfrentar uma explosão de distratos, já que a valorização dos imóveis nos últimos anos desestimula os compradores a desistirem de suas aquisições.

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