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Café brasileiro busca parcerias para exportar aos Estados Unidos através de triangulação

Café brasileiro busca alternativas para driblar sobretaxa de 50% dos EUA, enquanto negociações diretas são essenciais para a competitividade

Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, diz que espera negociação direta entre líderes brasileiros e americanos, para derrubar sobretaxa de 50% (Foto: Cecafé/Divulgação)
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  • A indústria do café brasileiro enfrenta uma sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos, o maior consumidor global do produto.
  • O diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, propõe triangular as exportações via União Europeia, onde a tarifa é de 15%.
  • Essa estratégia permitiria que o café verde brasileiro fosse torrado e misturado com outros grãos na Europa antes de ser enviado aos EUA.
  • Matos destaca a necessidade de negociações diretas entre Brasil e EUA para reduzir a sobretaxa, que prejudica a competitividade do café brasileiro.
  • O Brasil, responsável por quase 40% da produção mundial de café, exportou cerca de 16% de sua produção para os EUA em 2024.

A indústria do café brasileiro enfrenta desafios significativos devido à sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos, o maior consumidor global do produto. Para contornar essa barreira, o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, sugere a triangulação das exportações via União Europeia, onde a tarifa é de apenas 15%.

Matos destacou que essa estratégia permitiria ao Brasil vender o café verde, que seria torrado e misturado com outros grãos em países europeus antes de ser enviado aos EUA. Ele enfatizou a importância de negociações diretas entre Brasil e EUA para reduzir a sobretaxa, que impacta a competitividade do café brasileiro no mercado americano.

O Brasil, que responde por quase 40% da produção mundial de café, exportou em 2024 cerca de 16% de sua produção para os EUA. Apesar da alta tarifa, Matos acredita que o café brasileiro continuará sendo procurado, pois os americanos consomem principalmente a variedade arábica, da qual o Brasil é o maior fornecedor.

Avanços nas negociações com os EUA têm sido relatados, e Matos espera uma reunião presencial entre autoridades brasileiras e americanas para discutir a situação. Ele mencionou que, apesar das dificuldades, o café brasileiro mantém sua relevância no mercado, e a industrialização em outros países para reexportação é uma possibilidade a ser considerada.

A relação entre Brasil e EUA é vista como crucial, e Matos ressaltou que a indústria do café não pode ficar à mercê da incerteza enquanto não houver um diálogo efetivo. O cenário atual exige uma abordagem pragmática para garantir que o Brasil continue a ser um fornecedor essencial de café para o mercado americano.

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