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Leilão de Cepacs pode elevar vacância na Faria Lima de 1% para 13%

Leilão de Cepacs pode aumentar oferta de escritórios na Faria Lima e impactar mercado com vacância elevada em setores estratégicos

Falta espaço na Faria Lima. Mas as incorporadoras da região têm uma carta na manga: os Cepacs (Foto: Leandro Fonseca/Exame)
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  • A região da Faria Lima, em São Paulo, apresenta uma taxa de vacância abaixo de 2% e aluguéis próximos a R$ 300 por metro quadrado.
  • Incorporadoras estão atentas ao leilão de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), marcado para agosto, que pode aumentar a oferta de escritórios.
  • A consultoria Binswanger estima que, se todos os Cepacs da Operação Urbana Faria Lima forem usados para escritórios, a vacância poderia subir para 20,6%.
  • O leilão terá preços mínimos de R$ 17,6 mil por título e abrange quatro setores: Faria Lima, Hélio Pellegrino, Pinheiros e Olimpíadas.
  • A análise indica que o estoque de escritórios poderia crescer em 17,3%, totalizando 1.691.505 metros quadrados, com vacâncias variando entre 13,1% e 30,4% nos setores analisados.

A região da Faria Lima, em São Paulo, enfrenta um cenário desafiador com taxa de vacância abaixo de 2% e preços de aluguel que chegam a quase R$ 300 por metro quadrado. Para contornar essa situação, incorporadoras estão atentas ao leilão de Cepacs, agendado para agosto, que pode oferecer uma alternativa para aumentar a oferta de escritórios.

De acordo com a consultoria Binswanger, se todos os Cepacs da Operação Urbana Faria Lima fossem destinados a escritórios, a vacância poderia saltar para 20,6%. O leilão terá preços mínimos de R$ 17,6 mil por título, o mesmo valor do último leilão. A Operação Urbana abrange quatro setores: Faria Lima, Hélio Pellegrino, Pinheiros e Olimpíadas, com vacâncias variando de 1,8% a 8,9%.

A análise da Binswanger indica que, caso todos os Cepacs fossem alocados para o setor comercial, o estoque de escritórios poderia aumentar em 17,3%, totalizando 1.691.505 metros quadrados. As taxas de vacância, nesse cenário, seriam de 13,1% na Faria Lima e até 30,4% no Hélio Pellegrino.

Sérgio Belleza, diretor de transações da Binswanger, observa que a concorrência no leilão pode não ser intensa. A maioria dos compradores busca os Cepacs para dar continuidade a projetos, e não para especulação. O alto custo dos títulos e a competição com incorporadoras residenciais podem desestimular a participação de algumas desenvolvedoras de imóveis corporativos.

Apesar da demanda por espaços na Faria Lima, a expectativa é que parte dos Cepacs seja utilizada para aumentar o potencial construtivo de empreendimentos residenciais ou mistos. Assim, a região, que já é a mais procurada da capital paulista, pode ver uma leve ampliação na oferta de áreas corporativas nos próximos meses.

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