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Mineradoras propõem 1,4 bilhão de dólares para encerrar processo em Londres sobre Mariana

BHP e Vale buscam encerrar ação coletiva na Inglaterra com proposta de acordo inferior ao valor solicitado pelas vítimas da tragédia de Mariana

Ruínas do distrito de Bento Rodrigues, atingido pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)
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  • As mineradoras BHP e Vale propuseram um acordo de 1,4 bilhão de dólares para encerrar uma ação coletiva na Inglaterra relacionada à tragédia de Mariana, ocorrida em 2015.
  • O valor inclui 800 milhões de dólares para indenizações e 600 milhões de dólares para custos legais, sendo inferior aos 230 bilhões de reais solicitados pelos advogados das vítimas.
  • O processo tem a BHP como ré e é conduzido pelo escritório Pogust Goodhead, que representa moradores da região afetada.
  • Recentemente, Tom Goodhead deixou o cargo de CEO do Pogust Goodhead, que agora é gerido por uma diretoria executiva de quatro membros.
  • O escritório afirmou que o apoio financeiro para os processos judiciais continua forte, reforçando a busca por justiça para as vítimas.

As mineradoras BHP e Vale propuseram um acordo de 1,4 bilhão de dólares para encerrar uma ação coletiva na Inglaterra, que busca indenizações para as vítimas da tragédia de Mariana, ocorrida em 2015. O valor, que inclui 800 milhões de dólares para compensações e 600 milhões para custos legais, é significativamente inferior ao montante de R$ 230 bilhões solicitado pelos advogados das vítimas.

O processo, que tem a BHP como ré, é conduzido pelo escritório Pogust Goodhead, que representa moradores da região afetada e dezenas de municípios. A proposta de acordo foi apresentada durante uma reunião em junho, em Nova York. Ambas as mineradoras e o escritório de advocacia optaram por não comentar sobre o assunto.

Mudanças na Liderança do Escritório

Recentemente, o fundador do Pogust Goodhead, Tom Goodhead, deixou o cargo de CEO. A gestão agora será feita por uma diretoria executiva composta por quatro membros, incluindo Goodhead. Outros três profissionais foram nomeados para o Conselho Administrativo, trazendo experiência de grandes escritórios de advocacia.

O Pogust Goodhead afirmou que o apoio de financiadores permanece forte, garantindo os recursos necessários para a continuidade dos processos judiciais. Essa confiança reforça a busca por justiça para as vítimas do desastre, que ainda lutam por reparações adequadas.

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