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ONU pede interrupção imediata do plano de ocupação de Gaza por Israel

Israel intensifica ações militares em Gaza, aumentando os riscos de mais mortes e agravando a crise humanitária na região

Crianças palestinas reagem perto de panelas de comida de uma cozinha de caridade, em meio a uma crise de fome, na Cidade de Gaza, 25 de julho de 2025. (Foto: REUTERS/Dawoud Abu Alkas)
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  • O governo israelense aprovou um plano militar para ocupar a Cidade de Gaza.
  • O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a intenção é controlar toda a Faixa de Gaza.
  • A decisão gera preocupações sobre um aumento nas mortes e deslocamentos forçados de civis.
  • O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, criticou a escalada militar, alertando para mais sofrimento e destruição.
  • A ONU também expressou preocupação com a crise humanitária em Gaza, onde milhões enfrentam condições extremas.

LONDRES (Reuters) – O governo israelense aprovou um plano militar para ocupar a Cidade de Gaza, intensificando o conflito com o Hamas. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou a intenção de controlar toda a Faixa de Gaza, o que levanta preocupações sobre um aumento nas mortes e deslocamentos forçados de civis.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, criticou a decisão, afirmando que a escalada militar resultará em mais sofrimento e destruição. Ele ressaltou que essa ação contraria a determinação do Tribunal Internacional de Justiça, que pede o fim da ocupação israelense e a promoção de uma solução de dois Estados.

A porta-voz associada do secretário-geral da ONU, António Guterres, também expressou preocupação, chamando a ocupação de “escalada perigosa”. Ela alertou que a ação pode aprofundar a crise humanitária em Gaza, onde milhões já enfrentam condições extremas. A ONU e outras organizações têm destacado a necessidade urgente de ajuda humanitária na região.

O gabinete de segurança israelense deu sinal verde ao plano na madrugada de sexta-feira, com o objetivo declarado de “derrotar o Hamas”. No entanto, a falta de clareza sobre os próximos passos levanta dúvidas sobre as consequências para a população civil e a possibilidade de uma resolução pacífica para o conflito.

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