- O governo israelense aprovou um plano militar para ocupar a Cidade de Gaza.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a intenção é controlar toda a Faixa de Gaza.
- A decisão gera preocupações sobre um aumento nas mortes e deslocamentos forçados de civis.
- O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, criticou a escalada militar, alertando para mais sofrimento e destruição.
- A ONU também expressou preocupação com a crise humanitária em Gaza, onde milhões enfrentam condições extremas.
LONDRES (Reuters) – O governo israelense aprovou um plano militar para ocupar a Cidade de Gaza, intensificando o conflito com o Hamas. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou a intenção de controlar toda a Faixa de Gaza, o que levanta preocupações sobre um aumento nas mortes e deslocamentos forçados de civis.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, criticou a decisão, afirmando que a escalada militar resultará em mais sofrimento e destruição. Ele ressaltou que essa ação contraria a determinação do Tribunal Internacional de Justiça, que pede o fim da ocupação israelense e a promoção de uma solução de dois Estados.
A porta-voz associada do secretário-geral da ONU, António Guterres, também expressou preocupação, chamando a ocupação de “escalada perigosa”. Ela alertou que a ação pode aprofundar a crise humanitária em Gaza, onde milhões já enfrentam condições extremas. A ONU e outras organizações têm destacado a necessidade urgente de ajuda humanitária na região.
O gabinete de segurança israelense deu sinal verde ao plano na madrugada de sexta-feira, com o objetivo declarado de “derrotar o Hamas”. No entanto, a falta de clareza sobre os próximos passos levanta dúvidas sobre as consequências para a população civil e a possibilidade de uma resolução pacífica para o conflito.
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