Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Tarifas de Trump são vistas como ameaça menor para a economia brasileira

Isenções de tarifas dos EUA aliviam impacto sobre exportações brasileiras, enquanto Brasil amplia vendas para China e Oriente Médio

Trump: a revista The Economist diz que o tarifaço dos EUA 'é mais um latido do que uma mordida' sobre o Brasil (Foto: AFP)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Brasil enfrenta desafios nas relações comerciais com os Estados Unidos devido a uma tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros.
  • O governo americano anunciou isenções para 700 itens, o que pode reduzir o impacto das tarifas, especialmente em setores como café e carne.
  • As exportações brasileiras representam menos de 20% do Produto Interno Bruto (PIB), e com as isenções, cerca de 50% das exportações para os EUA serão poupadas, diminuindo a alíquota efetiva para aproximadamente 30%.
  • Setores como café, carne e frutas, que não foram incluídos nas isenções, já enfrentam queda nas exportações, mas o Brasil busca diversificar seus mercados, aumentando as vendas para a China e outras regiões.
  • A alta dos preços nos EUA pode levar a uma reconsideração das tarifas, enquanto o crescimento do PIB brasileiro é projetado em 2,3% para este ano, mesmo com as incertezas.

O Brasil enfrenta um cenário desafiador nas relações comerciais com os Estados Unidos, agravado pela tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros. Recentemente, o governo americano anunciou isenções para 700 itens, o que pode amenizar o impacto das tarifas, especialmente em setores como café e carne.

A revista britânica The Economist destaca que, devido à economia relativamente fechada do Brasil, o efeito das tarifas já seria limitado. As exportações brasileiras representam menos de 20% do Produto Interno Bruto (PIB), em contraste com países como México e Vietnã, onde essa proporção é significativamente maior. Com as isenções, estima-se que quase 50% das exportações brasileiras para os EUA serão poupadas, reduzindo a alíquota tarifária efetiva para cerca de 30%.

Impactos Setoriais

Setores como café, carne e frutas, que não foram incluídos nas isenções, já enfrentam queda nas exportações. A incerteza entre os clientes tem dificultado o fechamento de novos pedidos. No entanto, o Brasil tem buscado diversificar seus mercados, aumentando as vendas para a China e outras regiões. O comércio com o Leste Asiático e o Oriente Médio cresceu 25% e 61%, respectivamente, no último ano.

Além disso, a China já é o principal comprador da carne bovina brasileira e, em agosto, aprovou importações de 183 novas empresas brasileiras de café. O governo brasileiro também anunciou um pacote de ajuda para empresas exportadoras, o que pode trazer alívio adicional.

Expectativas Futuras

A alta dos preços nos Estados Unidos pode pressionar a administração Biden a reconsiderar as tarifas. A Economist observa que a motivação para a tarifa excessiva não é econômica, dado que os EUA têm superávit no comércio com o Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido a soberania do país, afirmando que o Brasil não se submeterá a pressões externas.

Enquanto isso, o Itaú Unibanco e o Goldman Sachs mantêm suas previsões de crescimento do PIB em 2,3% para este ano, mesmo diante das incertezas. A resiliência do Brasil em diversificar seus mercados pode ser um fator crucial para mitigar os efeitos negativos das tarifas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais