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Alckmin cancela compromissos em SP para focar em pacote de socorro contra tarifas

Governo brasileiro se prepara para anunciar medidas emergenciais contra tarifa de 50% dos Estados Unidos, visando proteger exportações e empregos

Geraldo Alckmin (Valter Campanato/Agência Brasil)
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  • O governo brasileiro enfrenta um aumento de 50% nas tarifas sobre produtos nacionais, imposto pelos Estados Unidos.
  • Essa medida afeta cerca de 36% das exportações brasileiras para o país, totalizando aproximadamente 14,5 bilhões de dólares em 2024.
  • O vice-presidente Geraldo Alckmin cancelou compromissos em São Paulo para se reunir em Brasília e finalizar um pacote de medidas de socorro.
  • O pacote deve incluir linhas de crédito para setores impactados e a expansão de compras governamentais, além do adiamento do recolhimento de tributos federais por dois meses.
  • O governo brasileiro também está em negociações para contestar a base jurídica da sobretaxa, considerada fraca e política.

O governo brasileiro está se mobilizando para enfrentar o impacto do aumento de 50% nas tarifas sobre produtos nacionais, imposto pelos Estados Unidos. Essa medida afeta cerca de 36% das exportações brasileiras para o país, totalizando aproximadamente 14,5 bilhões de dólares em 2024.

Para mitigar os efeitos do chamado tarifaço, o vice-presidente Geraldo Alckmin cancelou compromissos em São Paulo e se reuniu em Brasília. O objetivo é finalizar um pacote de medidas de socorro, que deve ser anunciado até terça-feira. A urgência se deve à pressão da oposição, que busca apresentar alternativas para apoiar as empresas afetadas e criticar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O pacote em discussão incluirá linhas de crédito para setores impactados e a expansão de compras governamentais. Além disso, o governo considera adiar o recolhimento de tributos federais por dois meses, estratégia já utilizada durante a pandemia de Covid-19.

Alckmin, que também é ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, destacou que as medidas visam preservar empregos e fortalecer a economia. O governo brasileiro continua em negociações para contestar a base jurídica da sobretaxa, que considera fraca e fundamentada em questões políticas.

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