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Pix parcelado transforma pagamentos e gera reações no mercado financeiro

Banco Central regulamenta parcelamento no Pix, aumentando a competitividade com cartões de crédito e atraindo usuários para o sistema financeiro

168 milhões de brasileiros já utilizaram o sistema pelo menos uma vez (Foto: Luis Lima Jr./Fotoarena/.)
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  • O Banco Central do Brasil regulamentará o parcelamento no Pix, permitindo pagamentos em prestações a partir de setembro.
  • A nova funcionalidade visa aumentar a concorrência com cartões de crédito e tornar o processo mais transparente.
  • Atualmente, o parcelamento é oferecido por algumas instituições financeiras, mas sem padronização.
  • As taxas de juros serão definidas por cada banco, sem tarifas adicionais e sem intermediação de operadoras de cartões.
  • A expectativa é que o Pix parcelado atraia mais usuários, já que atualmente é a principal forma de pagamento para 46% da população brasileira.

O Banco Central do Brasil está prestes a regulamentar o parcelamento no Pix, um sistema de pagamentos instantâneos que já transformou as transações financeiras no país. A nova funcionalidade, prevista para ser implementada em setembro, permitirá que os usuários realizem pagamentos em prestações, um recurso que pode intensificar a concorrência com cartões de crédito.

Atualmente, o parcelamento já é oferecido por algumas instituições financeiras, mas sem uma padronização. O Banco do Brasil, por exemplo, movimentou 1,5 bilhão de reais com essa modalidade desde dezembro de 2022. A regulamentação visa tornar o processo mais transparente e acessível, eliminando práticas inadequadas, como o uso da fatura do cartão de crédito como base para o parcelamento.

Impacto no Mercado

Com a nova regulação, o Pix parcelado se tornará um produto financeiro, vinculado à análise de crédito do cliente. As taxas de juros serão definidas por cada banco, sem tarifas adicionais e sem a intermediação de operadoras de cartões. Breno Lobo, chefe adjunto do Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, afirma que o objetivo é ampliar as opções de pagamento, não eliminar os cartões.

A expectativa é que o Pix parcelado atraia ainda mais usuários. Até junho de 2025, 168 milhões de brasileiros já haviam realizado transações via Pix, que é a principal forma de pagamento para 46% da população. Em comparação, apenas 17% e 11% preferem cartões de débito e crédito, respectivamente.

Reação da Concorrência

A nova funcionalidade pode resultar em preços mais competitivos para os consumidores, já que não há tarifas adicionais e os comerciantes recebem os valores instantaneamente. Ana Paula Tozzi, diretora-executiva da AGR Consultores, destaca que a entrada do Pix parcelado deve aquecer a concorrência, forçando operadoras de cartões a melhorar suas condições.

Apesar das preocupações com uma investigação aberta pelos Estados Unidos sobre práticas comerciais desleais, o setor bancário brasileiro defende que o Pix é um sistema público de pagamentos, acessível a todas as instituições. O reconhecimento internacional do sistema é crescente, com o Nobel de Economia Paul Krugman afirmando que o Brasil pode ter inventado o futuro do dinheiro. A evolução do Pix promete acelerar ainda mais a transformação do sistema financeiro no país.

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