Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cresce uso de cripto dólar no Brasil como alternativa ao IOF em transações financeiras

O uso de stablecoins cresce no Brasil, enquanto o Bitcoin mantém sua posição como principal ativo nas carteiras dos investidores nacionais

Representação de diversificação de ativos com dólares e representações físicas de Bitcoin e criptoativos (Foto: Pexels / David McBee)
0:00
Carregando...
0:00
  • O relatório da Bitso revela que trinta e cinco por cento das compras no Brasil no primeiro semestre de 2025 foram feitas com stablecoins, com destaque para o USDC.
  • Esse percentual representa um aumento em relação aos vinte e seis por cento do ano anterior.
  • As stablecoins, atreladas a ativos tradicionais como o dólar, estão isentas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tornando-se uma opção econômica para remessas internacionais.
  • Na América Latina, a participação das stablecoins nas compras chegou a quarenta e seis por cento, com o USDT sendo o preferido na Argentina, representando setenta e oito por cento das aquisições.
  • Apesar do crescimento das stablecoins, o Bitcoin continua sendo a principal criptomoeda nas carteiras dos brasileiros, representando sessenta e cinco por cento dos ativos.

Os brasileiros estão cada vez mais adotando stablecoins para suas transações diárias, conforme revela o relatório “Panorama Cripto na América Latina”, da plataforma Bitso. No primeiro semestre de 2025, 35% das compras no Brasil foram realizadas com essas criptomoedas, destacando o USDC como a mais utilizada. O dado representa um aumento em relação aos 26% registrados no ano anterior.

Essas moedas digitais, que são atreladas a ativos tradicionais como o dólar, têm se mostrado uma alternativa viável para os brasileiros, especialmente após o aumento das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Por não serem consideradas instrumentos de câmbio pela legislação, as stablecoins estão isentas desse imposto, o que as torna uma opção mais rápida e econômica para remessas internacionais.

Crescimento na América Latina

O uso de stablecoins não se limita ao Brasil. Na América Latina, a participação dessas criptomoedas nas compras atingiu 46%, um crescimento em relação aos 39% de 2024. No Brasil, o USDC lidera as aquisições, enquanto na Argentina, o USDT é o preferido, representando 78% das compras no semestre. Essa diferença é atribuída à instabilidade econômica e à preferência cultural pelo dólar no país.

Apesar do crescimento das stablecoins, o Bitcoin continua sendo a principal criptomoeda nas carteiras dos brasileiros, representando 65% dos ativos. O desempenho do Bitcoin no primeiro semestre de 2025, que incluiu uma alta histórica, reforça sua posição como reserva de valor. Segundo Bárbara Espir, Country Manager da Bitso no Brasil, essa preferência demonstra a confiança crescente dos investidores no Bitcoin como proteção patrimonial.

O Futuro das Criptomoedas

O Banco Central do Brasil iniciou uma consulta pública sobre a regulamentação de ativos virtuais, o que pode impactar o uso de stablecoins no futuro. Especialistas alertam que essa regulamentação pode levar à cobrança de IOF sobre essas operações, alterando o cenário atual. O relatório da Bitso destaca que a maturidade dos investidores brasileiros está se refletindo na forma como utilizam as criptomoedas, equilibrando transações diárias com a preservação de patrimônio.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais