- O governo brasileiro anunciará um plano de socorro para pequenas e médias empresas exportadoras afetadas pelo tarifaço de 40% imposto por Donald Trump.
- A medida, que será divulgada nesta quarta-feira, inclui a liberação de R$ 30 bilhões em crédito e a reformulação do Fundo de Garantia à Exportação (FGE).
- O FGE, atualmente voltado para grandes empresas, terá condições mais acessíveis para pequenos empresários, permitindo o financiamento de capital de giro e investimentos.
- O governo também utilizará o Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), que disponibilizará R$ 1 bilhão, e o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que poderá gerar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões em empréstimos.
- A equipe econômica espera que a redução da taxa Selic ajude na diminuição dos custos de crédito, e novas condições serão definidas na próxima reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).
O governo brasileiro anunciará um plano de socorro para pequenas e médias empresas exportadoras afetadas pelo tarifaço de 40% imposto por Donald Trump. A medida, que será divulgada nesta quarta-feira, inclui a liberação de R$ 30 bilhões em crédito e a reformulação do Fundo de Garantia à Exportação (FGE).
O FGE, atualmente utilizado por grandes empresas, como a Embraer, passará a oferecer condições mais acessíveis para pequenos empresários. A nova medida permitirá que as linhas de crédito sejam utilizadas para financiar capital de giro e investimentos, além de garantir o pagamento de dívidas de importadores estrangeiros. A expectativa é que a medida provisória (MP) amplie as funções do fundo, facilitando o acesso ao crédito.
Detalhes do Plano
Além do FGE, o governo pretende utilizar outros dois fundos: o Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), que disponibilizará R$ 1 bilhão para cobrir perdas iniciais, e o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que poderá gerar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões em empréstimos. O foco principal será apoiar pequenos e médios exportadores, que enfrentam dificuldades devido ao aumento das tarifas.
Desde 6 de agosto, o tarifaço de Trump elevou a carga tributária sobre produtos brasileiros, como carne, café e têxteis, para um total de 50%. Apesar das dificuldades, cerca de 700 setores, incluindo aviação e energia, não foram afetados pela medida. O governo busca alternativas para abrir novos mercados e minimizar os danos causados pela política comercial americana.
Expectativas e Ações Futuras
A equipe econômica acredita que a redução da taxa Selic contribuirá para a diminuição do subsídio embutido nas operações de crédito. As condições das linhas de crédito, incluindo taxas de juros e prazos, serão definidas na próxima reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), agendada para o fim de agosto. O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, destacou que o governo já está em diálogo com os bancos para estruturar a oferta do crédito.
Além disso, o governo planeja um programa de compras governamentais de produtos que seriam exportados para os Estados Unidos, focando em itens perecíveis, como pescados e frutas. Essas ações visam não apenas apoiar os exportadores, mas também fortalecer a economia local em um momento de desafios.
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