- Autoridades dos Estados Unidos estão utilizando dispositivos de rastreamento ocultos em remessas de chips avançados para monitorar desvios ilegais para a China.
- A estratégia inclui a instalação de rastreadores em servidores de empresas como Dell e Super Micro.
- Essa ação é parte de um esforço maior para evitar que produtos com restrições de exportação sejam desviados.
- O uso de rastreadores em semicondutores tem aumentado desde 2022, quando as restrições foram intensificadas.
- Empresas afetadas, como Dell e Nvidia, negaram conhecimento sobre a instalação dos dispositivos.
As autoridades dos Estados Unidos implementaram uma nova estratégia para monitorar o desvio ilegal de chips avançados para a China. Dispositivos de rastreamento ocultos estão sendo colocados em remessas de chips, especialmente aqueles fabricados por empresas como Nvidia e AMD. Essa tática visa garantir que produtos sujeitos a restrições de exportação não sejam desviados para destinos proibidos.
Esses rastreadores são utilizados em remessas específicas que estão sob investigação. Fontes indicam que a medida reflete a intensificação das restrições impostas pelos EUA desde 2022, quando começaram a limitar a venda de chips avançados para a China. Os rastreadores podem ser instalados em servidores de empresas como Dell e Super Micro, com alguns dispositivos sendo ocultados na embalagem ou até mesmo dentro dos próprios servidores.
A utilização de rastreadores não é uma prática nova; agências de aplicação da lei dos EUA já empregam essa técnica há décadas para monitorar produtos com restrições, como peças de aeronaves. No entanto, a aplicação em semicondutores tem se intensificado nos últimos anos. Cinco pessoas envolvidas na cadeia de suprimentos confirmaram que estão cientes do uso desses dispositivos em remessas de servidores.
Embora o Departamento de Comércio dos EUA, o FBI e o Homeland Security Investigations estejam envolvidos na supervisão dessas operações, as empresas afetadas, como Dell e Nvidia, negaram conhecimento sobre a instalação de rastreadores em suas remessas. A Super Micro também se recusou a comentar sobre as ações de rastreamento. O governo chinês, por sua vez, afirmou não ter informações sobre o assunto.
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