- O governo dos Estados Unidos, por meio do secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou um acordo que permite à Nvidia e à AMD vender semicondutores para a China.
- As empresas devem repassar 15% de suas receitas de vendas de chips na China ao governo americano.
- Bessent afirmou que esse modelo pode ser ampliado para outros setores no futuro.
- O acordo é uma continuidade das restrições à exportação de semicondutores implementadas durante a administração de Donald Trump.
- O secretário minimizou preocupações sobre segurança nacional e destacou a necessidade de discutir a resistência da China em adotar os chips.
O governo dos Estados Unidos, por meio do secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou um acordo inovador que permitirá à Nvidia e à AMD vender semicondutores avançados para a China, com a condição de que 15% das receitas sejam repassadas ao governo americano. O anúncio foi feito durante uma entrevista à Bloomberg Television nesta quarta-feira, 13 de agosto.
Bessent destacou que esse modelo de repasse pode ser aplicado a outros setores no futuro, afirmando que, embora atualmente seja uma iniciativa única, há potencial para expansão. “Agora que temos o modelo e o teste beta, por que não expandi-lo?”, questionou. O secretário também minimizou preocupações relacionadas à segurança nacional, assegurando que os chips vendidos não comprometerão a segurança do país.
O acordo, que remonta à administração de Donald Trump, foi necessário para que as empresas obtivessem licenças de exportação para o mercado chinês. Fontes próximas ao governo indicaram que a decisão foi tomada na semana passada, permitindo que as fabricantes avancem nas vendas para a China.
Implicações do Acordo
Stephen Olson, ex-negociador comercial dos EUA, expressou preocupações sobre o impacto desse acordo. Ele alertou que a monetização da política comercial pode criar um precedente perigoso, onde empresas americanas precisam pagar ao governo para exportar. Essa nova dinâmica pode alterar significativamente as relações comerciais entre os EUA e a China.
Além disso, Bessent mencionou que a resistência da China em adotar chips da Nvidia pode ser um obstáculo, mas reafirmou a intenção de discutir a situação com autoridades chinesas em breve. O secretário também descartou a possibilidade de concessões tarifárias em troca de promessas de investimento, como visto em negociações com outros parceiros comerciais.
A competição entre as duas potências continua a se intensificar, especialmente nas áreas de tecnologia e inteligência artificial. O governo americano, por sua vez, prorrogou a suspensão de tarifas elevadas sobre produtos chineses, buscando estabilizar as relações comerciais enquanto pressiona por ações concretas da China em outras questões, como o controle de produtos químicos usados na fabricação de fentanil.
Entre na conversa da comunidade