Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

ESG é essencial para mitigar riscos e garantir sustentabilidade nos negócios

Empresas de capital aberto devem se preparar para a obrigatoriedade de relatórios de sustentabilidade, que começa em setembro de 2027

Adesão às práticas ESG pode atrair investidores para as empresas (Foto: Deemerwha studio/Adobe Stock)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Brasil exigirá que empresas de capital aberto publiquem relatórios de sustentabilidade a partir de setembro de 2027.
  • A nova legislação sobre o mercado de carbono estabelece metas e penalidades, incentivando a adoção de práticas ESG (Ambientais, Sociais e de Governança).
  • A advogada Fernanda Claudino afirma que a conformidade com as práticas ESG é crucial para a reputação das empresas.
  • A resolução da CVM, que entra em vigor em 2026, requer que as empresas identifiquem e relatem seus riscos sociais e ambientais.
  • O Summit ESG, promovido pelo Estadão, ocorrerá em 21 de agosto de 2025, em São Paulo, com a participação de especialistas no tema.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) do Brasil anunciou que empresas de capital aberto deverão publicar relatórios de sustentabilidade a partir de setembro de 2027. Essa exigência surge em um contexto onde as práticas ESG (Ambientais, Sociais e de Governança) estão se tornando cada vez mais relevantes para a reputação corporativa.

A nova legislação sobre o mercado de carbono, que estabelece metas e penalidades, também está impulsionando a adoção de práticas ESG. Fernanda Claudino, advogada e especialista em sustentabilidade, destaca que as empresas não se adaptarão apenas por conta da legislação, mas sim pelo impacto reputacional que a falta de conformidade pode acarretar. “O que conta, na verdade, é o fator reputacional e o quanto a companhia vai perder com isso se não se enquadrar”, afirma.

O cenário atual apresenta desafios, especialmente com a crescente onda anti-ESG em algumas partes do mundo. No entanto, Claudino acredita que essa resistência pode, paradoxalmente, fortalecer a importância das práticas sustentáveis. “As empresas perceberam que o ESG não é só uma tendência, mas uma forma de antecipar riscos e evitar perdas financeiras”, explica.

Desafios e Oportunidades

A nova resolução da CVM, que entra em vigor em 2026, exige que as empresas mapeiem e relatem seus riscos sociais e ambientais. Embora as empresas de capital fechado não sejam obrigadas a seguir essas diretrizes, a Resolução CFC nº 1.710, de outubro de 2023, incentiva que também adotem práticas de transparência em ESG. Isso é crucial, pois as empresas abertas precisarão de fornecedores que estejam alinhados com suas políticas de sustentabilidade.

Além disso, a governança corporativa desempenha um papel fundamental na implementação eficaz das práticas ESG. Casos como a fraude das Americanas evidenciam a necessidade de uma governança robusta para evitar irregularidades e garantir que as políticas de diversidade e sustentabilidade sejam efetivas.

O Papel da Tecnologia

A tecnologia, especialmente a inteligência artificial, também levanta questões sociais relevantes. Recentemente, uma operadora de cartão de crédito nos Estados Unidos enfrentou críticas por discriminação de gênero em suas práticas de crédito, demonstrando que a governança deve acompanhar a evolução tecnológica para mitigar riscos.

O Summit ESG, promovido pelo Estadão, ocorrerá em 21 de agosto de 2025, em São Paulo, reunindo especialistas para discutir esses temas. O evento contará com a participação de Claudino, que abordará a relação entre a política e as práticas ESG, destacando a importância de um compromisso genuíno das empresas com a sustentabilidade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais