- A Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do Brasil, está ampliando a comunicação com clientes nos Estados Unidos, especialmente com a rede Starbucks.
- O presidente da cooperativa, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, afirmou que continuará fornecendo café ao mercado americano, apesar das dificuldades nas negociações comerciais.
- Uma delegação da Cooxupé viajará para a Ásia, incluindo a China, em busca de novos compradores, visando diversificar seus mercados.
- O agrometeorologista Marco Antônio dos Santos prevê uma safra promissora, com chuvas regulares influenciadas pelo fenômeno La Niña, mas alerta para riscos de geadas e granizo entre setembro e outubro.
- O vice-presidente da Cooxupé, Osvaldo Bachião Filho, destacou que o tarifaço ainda não impactou o consumidor americano, mas os produtores de café arábica podem sentir os efeitos.
A Cooxupé, a maior cooperativa de cafeicultores do Brasil, está intensificando sua comunicação com clientes nos Estados Unidos, especialmente com a rede Starbucks, em meio a um cenário de inércia nas negociações comerciais entre os países. O presidente da cooperativa, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, destacou que, apesar das dificuldades, a cooperativa não deixará de fornecer café para o mercado americano.
Nos próximos dias, uma delegação da Cooxupé viajará para a Ásia, incluindo a China, em busca de novos compradores. Melo enfatizou que, embora o Brasil tenha exportado 8,1 milhões de sacas de café para os EUA no último ano, a cooperativa está se preparando para diversificar seus mercados. “Estamos tomando providências para garantir nossa presença, mesmo que o diálogo político não avance”, afirmou.
Desafios Climáticos e Expectativas de Safra
O clima para a próxima safra de café é considerado relativamente promissor, segundo o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos. Ele prevê a influência do fenômeno La Niña, que deve trazer chuvas regulares e favorecer a granação do café. No entanto, há riscos de geadas e granizo, especialmente entre setembro e outubro.
Santos explicou que, ao contrário do ano passado, quando a lavoura enfrentou longos períodos de estiagem, as chuvas devem começar a ocorrer entre 10 e 20 de setembro. Essa mudança pode impactar positivamente a produtividade nas regiões de atuação da Cooxupé, como Sul de Minas e Cerrado mineiro.
Impacto do Tarifaço
O vice-presidente da Cooxupé, Osvaldo Bachião Filho, alertou que o tarifaço ainda não afetou diretamente o consumidor americano, mas os produtores de café arábica sentirão o impacto. “É difícil encontrar outro cliente que pague o mesmo valor e pontualmente como o americano”, destacou. A cooperativa está atenta a essas mudanças e se prepara para enfrentar os desafios do mercado global.
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