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Esquema de corrupção no varejo pode envolver nome de Sidney Oliveira

Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, é acusado de corrupção e sonegação fiscal em esquema que pode impactar o setor farmacêutico brasileiro

Subornos pagos por Oliveira e outros empresários somam 1 bilhão de reais (Foto: Reprodução)
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  • Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, foi preso na Operação Ícaro em 12 de agosto de 2025.
  • Ele é acusado de corrupção e sonegação fiscal, supostamente pagando propina a auditores fiscais para obter créditos de ICMS irregulares.
  • A investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) aponta que Oliveira manipulava processos na Secretaria da Fazenda paulista.
  • O esquema pode ter causado perdas significativas ao Estado e envolve outras grandes varejistas, como Fast Shop, Oxxo e Kalunga.
  • A operação está em andamento e pode revelar um dos maiores casos de sonegação fiscal no varejo brasileiro.

Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, foi preso na Operação Ícaro, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em 12 de agosto de 2025. Ele é acusado de corrupção e sonegação fiscal, supostamente envolvido em um esquema de propina a auditores fiscais para obter créditos de ICMS irregulares.

Oliveira, que construiu um império farmacêutico a partir de uma infância pobre, começou sua trajetória profissional aos 7 anos como engraxate. Nos anos 1980, abriu sua primeira farmácia e, em 2000, fundou a Ultrafarma, que hoje conta com mais de 400 unidades franqueadas e um e-commerce de destaque no Brasil. A investigação do MP-SP, no entanto, sugere que suas conquistas podem estar ligadas a práticas ilícitas.

Esquema de Corrupção

De acordo com os promotores, Oliveira pagava propina ao auditor Artur Gomes da Silva Neto, que manipulava processos na Secretaria da Fazenda paulista. O auditor teria aprovado solicitações de ressarcimento tributário acima do valor devido, utilizando um certificado digital em seu computador. O MP-SP já havia investigado Oliveira anteriormente, com processos por sonegação fiscal em 2007 e 2019.

A Ultrafarma sempre atribuiu seus preços competitivos a negociações diretas com fornecedores. Contudo, o MP-SP alega que o empresário ia além disso, criando um “fura-fila” no sistema tributário. O promotor João Ricupero afirmou que Oliveira era a principal figura do esquema, que pode ter causado perdas significativas ao Estado.

Impacto no Setor

O setor farmacêutico brasileiro, que vive um ciclo de expansão, pode ser afetado por essas revelações. O presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Jorge Gonçalves Filho, destacou que o mercado tem mostrado crescimento resiliente. A expectativa é de alta nas vendas, mas a investigação pode expor uma rede maior de empresas envolvidas em práticas semelhantes.

Além da Ultrafarma, outras grandes varejistas, como Fast Shop, Oxxo e Kalunga, também foram mencionadas na investigação. O MP-SP busca apoio da Secretaria da Fazenda para calcular as perdas provocadas pelo esquema. A operação está apenas no início, e novas diligências podem revelar um dos maiores casos de sonegação fiscal no varejo brasileiro.

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