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Pacote de Lula impulsiona exportadoras, mas gera preocupação com risco fiscal

Governo destina R$ 30 bilhões para apoiar empresas exportadoras após extinção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos

Lançamento do pacote: medidas dependem agora da aprovação do Congresso (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
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  • O Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) foi extinto em abril de 2023, após ter sido criado em 2021 para apoiar empresas afetadas pela pandemia.
  • O Perse, que oferecia desonerações fiscais, beneficiou também influenciadores digitais e plataformas de delivery, consumindo quatro vezes mais recursos do que o previsto.
  • O governo lançou o pacote Brasil Soberano, com R$ 30 bilhões para apoiar empresas afetadas por tarifas americanas de 50% sobre produtos brasileiros, em vigor desde 6 de abril.
  • O pacote inclui linhas de crédito com juros reduzidos, garantias para novos financiamentos e abatimentos de impostos, priorizando pequenas e médias empresas.
  • Economistas alertam que as medidas podem favorecer grandes empresas, enquanto o governo busca novos mercados, como Índia e Vietnã, para diversificar as exportações.

O Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado em 2021 para apoiar empresas impactadas pela pandemia, foi extinto em abril de 2023. Inicialmente, o Perse tinha como objetivo oferecer desonerações fiscais, mas sua abrangência cresceu, beneficiando até influenciadores digitais e plataformas de delivery. O programa, que deveria durar cinco anos, já consumia quatro vezes mais recursos do que o previsto.

Com a extinção do Perse, o governo lançou o pacote Brasil Soberano, que destina 30 bilhões de reais para apoiar empresas afetadas por tarifas americanas de 50% sobre produtos brasileiros. Essa medida, em vigor desde 6 de abril, visa evitar a dependência de subsídios e atender a cerca de metade das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

O pacote inclui linhas de crédito com juros reduzidos, garantias para novos financiamentos e abatimentos de impostos. O governo promete critérios claros para a distribuição dos recursos, priorizando o porte das empresas e o tipo de produto. Murilo Viana, consultor da GO Associados, destaca a importância de que as medidas sejam bem desenhadas e temporárias.

O carro-chefe do Brasil Soberano é a liberação de 30 bilhões de reais para novas linhas de financiamento à exportação. Além disso, 4,5 bilhões de reais serão aportados em fundos de crédito, e 5 bilhões de reais reservados para ampliar descontos de impostos sobre produtos exportados. Apesar do alívio imediato, o governo enfrenta um déficit projetado de 26 bilhões de reais para o ano.

Economistas alertam que as medidas podem beneficiar principalmente grandes empresas, embora o programa busque priorizar pequenas e médias exportadoras. Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria, enfatiza a necessidade de que as medidas sejam temporárias. O governo também busca novos mercados, como Índia e Vietnã, para reduzir a dependência das exportações para os Estados Unidos.

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