- A Controladoria-Geral da União (CGU) realiza uma auditoria na Caixa Asset, braço de gestão de ativos da Caixa Econômica Federal, devido a denúncias de irregularidades.
- A auditoria foi motivada pela tentativa de compra de R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master, considerada arriscada por gerentes técnicos.
- O processo de auditoria está na fase de planejamento e deve ser concluído até dezembro de 2023.
- Dois gerentes que se opuseram à compra foram demitidos, e o ex-CEO da Caixa Asset, Pablo Sarmento, enfrenta um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por abuso de poder.
- O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas nas diligências da Caixa ao avaliar a compra, que não foi realizada.
A Controladoria-Geral da União (CGU) está realizando uma auditoria inédita na Caixa Asset, braço de gestão de ativos da Caixa Econômica Federal, após denúncias de irregularidades. O processo foi desencadeado pela tentativa controversa de compra de R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master, considerada arriscada por gerentes da área técnica.
A auditoria visa avaliar a estrutura de governança da Caixa Asset, conforme informações da CGU. A análise está na fase de planejamento e deve ser concluída até dezembro de 2023. É a primeira vez que a CGU realiza um trabalho desse tipo na instituição, criada em 2021 durante o governo de Jair Bolsonaro.
A crise interna na Caixa Asset se intensificou após a destituição de dois gerentes que se opuseram à compra das letras financeiras. Eles foram demitidos em um movimento interpretado como retaliação, após emitirem um parecer técnico que considerava a operação “atípica” e “arriscada”. O ex-CEO da Caixa Asset, Pablo Sarmento, também enfrenta um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por denúncias de abuso de poder e comportamento inadequado.
O parecer técnico que desaconselhou a compra destacou que a Caixa nunca havia investido um valor tão alto em instituições de perfil arriscado como o Banco Master, que possui um rating de BB+, considerado de médio risco. Além disso, o documento apontou que o modelo de negócios do Master envolve investimentos em empresas com alto grau de endividamento e recuperação judicial.
A situação se complicou ainda mais com a revelação de que a área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas nas diligências da Caixa ao avaliar a compra. O presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, defendeu a operação, que acabou não sendo realizada, mas a polêmica gerou tensões no setor financeiro, especialmente após a compra de 58% do capital social do Banco Master pelo BRB.
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