<ul>
<li>Sites de dopamina reproduzem a experiência de uma loja virtual sem efetuar compras, permitindo ler avaliações, escolher produtos, montar carrinho e acompanhar uma entrega simulada.</li>
<li>A transação nunca acontece; a ideia é oferecer pequenas doses de recompensa pela antecipação, gerando prazer pela simulação.</li>
<li>Especialistas apontam que o modelo se sustenta pela observação, registro e interpretação do comportamento dos usuários, visando publicidade direcionada, venda de espaço para anúncios e previsão de tendências.</li>
<li>Exemplos citados incluem plataformas como Food Only Doesn’t Come e Dopamine Shopping, que simulam menus, categorias e cupons, sem entregas reais.</li>
<li>Discute-se o impacto no varejo tradicional e estratégias para reduzir o impulso de compra, como colocar itens no carrinho e esperar, além de remover cartões cadastrados.</li>
</ul>
Sites que simulam compras e pedidos de comida sem cobrar ou entregar produtos ganharam espaço entre jovens na Coreia do Sul. Conhecidas como “sites de dopamina”, as plataformas reproduzem etapas de aplicativos e lojas virtuais para oferecer a experiência de escolher itens e montar um carrinho sem gastar dinheiro.
Em uma dessas plataformas, o usuário navega por cardápios, escolhe pratos e adiciona os itens ao carrinho. Algumas páginas também mostram avaliações, tempo estimado de entrega e outros elementos comuns em aplicativos de delivery, mas não enviam um pedido real.
O FoodNeverComes, um dos exemplos do formato, permite que o usuário simule o pagamento com um cartão fictício e acompanhe a movimentação de um entregador virtual.
Por que os ‘sites de dopamina’ atraem usuários?
Usuários ouvidos pelo Hankook Ilbo afirmaram que recorrem às páginas para aliviar o estresse, controlar a vontade de pedir comida ou fazer uma pausa durante a rotina. O professor Kim Heon-sik, da Universidade Jungwon, relaciona o fenômeno à busca por estímulos rápidos e experiências indiretas na internet.
O nome “site de dopamina” faz referência ao sistema de recompensa e à antecipação de uma experiência. A expressão, porém, funciona como um rótulo popular para a tendência e não comprova que as plataformas provoquem uma liberação específica ou mensurável de dopamina no cérebro.
Além das compras fictícias, a tendência inclui páginas que simulam pausas para fumar. Nesse formato, usuários entram em uma sala virtual e acompanham outras pessoas conectadas, sem consumir cigarros.
*Reportagem publicada originalmente no G1
Entre na conversa da comunidade