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Vinicultores de Central Otago se opõem a projeto de mina de ouro na região

O projeto de mineração da Santana Minerals gera controvérsia ao ameaçar a viticultura e o turismo na região de Central Otago.

Parte do local proposto para a mina, Bendigo Hills. (Foto: Rudi Bauer)
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  • A Santana Minerals anunciou o avanço do projeto da mina de ouro Bendigo-Ophir, na Nova Zelândia, com investimento estimado em NZ$ 4,4 bilhões.
  • A empresa busca aprovações rápidas sob a nova legislação do governo, o Fast Track Approvals Act.
  • A proposta enfrenta oposição local devido a preocupações sobre impactos ambientais e danos ao turismo, especialmente na região vinícola.
  • A empresa promete implementar salvaguardas ambientais e prevê a criação de 364 empregos diretos e cerca de 500 indiretos.
  • A produção de ouro está prevista para iniciar até o final de 2026, após a aquisição de 2.880 hectares de terra por NZ$ 25 milhões.

A Santana Minerals anunciou que está avançando com seu projeto de mina de ouro Bendigo-Ophir, na Nova Zelândia, com um investimento estimado em NZ$ 4,4 bilhões. A empresa pretende solicitar aprovações rápidas sob a nova legislação do governo, conhecida como Fast Track Approvals Act. Este projeto está localizado em uma área designada como “paisagem natural excepcional”, que visa proteger o meio ambiente e a estética de uma das principais regiões vinícolas do país.

Entretanto, a proposta enfrenta forte oposição local. Grupos comunitários expressam preocupações sobre os impactos ambientais e o potencial dano ao turismo, que é vital para a economia da região. A Central Otago Winegrowers Association (COWA) enviou uma carta ao primeiro-ministro Christopher Luxon, solicitando ser incluída no processo de avaliação, destacando a importância da viticultura e do turismo para a identidade local.

Oposição e Preocupações

Críticos da nova legislação argumentam que o processo acelerado pode comprometer a análise crítica e marginalizar as vozes locais. A COWA enfatizou que a reputação da região, construída em torno da produção de vinhos de alta qualidade, pode ser ameaçada pela mineração. A associação alertou que os benefícios econômicos esperados da mina não se comparam ao valor duradouro gerado pela viticultura e pelo turismo.

A mina proposta terá um impacto significativo, com um poço aberto de quase um quilômetro de largura e 200 metros de profundidade, além de um sistema de rejeitos. Apesar das preocupações, a Santana Minerals afirma que implementará salvaguardas ambientais robustas e que a participação da comunidade será central em seu planejamento.

Geração de Empregos e Investimentos

A empresa prevê a criação de 364 empregos diretos e cerca de 500 indiretos durante a operação da mina, além de gerar NZ$ 900 milhões em impostos e royalties. Recentemente, a Santana adquiriu 2.880 hectares de terra para o projeto por NZ$ 25 milhões, aguardando aprovação do Overseas Investment Office. A produção de ouro está prevista para começar até o final de 2026.

O CEO da Santana, Damian Spring, afirmou que a empresa está comprometida em ouvir a comunidade e trabalhar em conjunto para desenvolver um projeto que beneficie a região a longo prazo. A pressão da comunidade local, no entanto, continua a crescer, com grupos como o Sustainable Tarras levantando questões sobre a contaminação da água e os danos ecológicos a longo prazo.

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