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Brasileiros podem investir em terras raras e explorar riscos e oportunidades

A demanda por terras raras no Brasil deve crescer 60% até 2024, mas apenas um projeto está em operação, levantando desafios para investidores.

Uma imagem de satélite mostra uma visão geral das novas minas de terras raras no estado de Shan, em Mianmar, em 7 de fevereiro de 2025. (Foto: Maxar Technologies/Divulgação via REUTERS)
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  • O Brasil é o segundo maior produtor de terras raras do mundo, mas enfrenta desafios na exploração desse recurso, com a China dominando o mercado.
  • A demanda global por terras raras deve aumentar 60% até 2024, passando de 91 mil toneladas para 150 mil toneladas, segundo a International Energy Agency.
  • Atualmente, apenas um projeto de terras raras está em operação no Brasil, localizado em Minaçu, Goiás, com capacidade inicial de 5 mil toneladas por ano.
  • O Brasil possui 30 projetos em desenvolvimento, mas a exploração enfrenta obstáculos como trâmites ambientais complexos e incertezas geológicas.
  • Investidores devem considerar riscos e oportunidades, buscando sinais de avanço nos projetos e podendo investir em empresas australianas ou em ETFs relacionados.

O Brasil, segundo maior produtor de terras raras do mundo, enfrenta desafios na exploração desse recurso estratégico, especialmente com a China dominando o mercado. A demanda global por esses elementos, essenciais para tecnologias modernas, deve aumentar 60% até 2024, passando de 91 mil toneladas para 150 mil toneladas, segundo a International Energy Agency.

Atualmente, apenas um projeto de terras raras está em operação no Brasil, localizado em Minaçu (GO). O projeto da Serra Verde, inaugurado em 2024 após 14 anos de preparação, requer um investimento de US$ 150 milhões e possui uma capacidade inicial de 5 mil toneladas por ano. Os principais elementos produzidos incluem neodímio, praseodímio, térbio e disprósio, fundamentais para a fabricação de ímãs permanentes.

O Brasil possui 30 projetos em desenvolvimento em estados como Amazonas, Bahia e Goiás. No entanto, a exploração enfrenta obstáculos significativos, como a complexidade dos trâmites ambientais e a incerteza geológica. Jéferson Silveira Martins, sócio-diretor da Silveira Capital, destaca que “um projeto pode levar até 16 anos para começar a funcionar” devido à necessidade de um investimento robusto e à demora na obtenção de licenças.

Oportunidades de Investimento

Para investidores, o setor de terras raras apresenta tanto riscos quanto oportunidades. Especialistas recomendam cautela, pois o investimento em mineração não é para quem busca retorno rápido. O professor Marcos Piellusch sugere que os investidores busquem sinais concretos de avanço nos projetos, como apoio de bancos de desenvolvimento.

Investir em empresas australianas que atuam no Brasil, como Viridis Mining e Meteoric Resources, é uma alternativa. Além disso, ETFs como o VanEck Rare Earth/Strategic Metals oferecem uma forma de diversificação sem a necessidade de escolher ações específicas. A exposição a terras raras pode ser interessante para quem busca diversificação temática, com recomendações de alocação de até 10% do portfólio para investidores arrojados.

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