- O Brasil enfrenta tensões diplomáticas devido à aplicação da Lei Magnitsky sobre o ministro Alexandre de Moraes, resultando em perdas de quase R$ 42 bilhões no valor de mercado dos bancos.
- A situação se intensificou após a tentativa do ministro Flávio Dino de limitar o alcance da lei, gerando incertezas no mercado financeiro.
- Durante um evento do banco Santander em São Paulo, presidentes de grandes instituições financeiras evitaram comentar a crise.
- O sócio da gestora Lumina Capital, Daniel Goldberg, criticou a abordagem de Dino, afirmando que a aplicação extraterritorial de leis pode ser efetiva independentemente da posição do Supremo Tribunal Federal (STF).
- Luis Stuhlberger, da gestora Verde Asset Management, acredita que a crise não resultará na desconexão dos bancos brasileiros do sistema SWIFT, mas expressou preocupação com uma possível escalada do governo contra as Big Techs dos Estados Unidos.
No Brasil, as tensões diplomáticas em torno da aplicação da Lei Magnitsky sobre o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) resultaram em perdas de quase R$ 42 bilhões no valor de mercado dos bancos. A situação se agravou após a tentativa do ministro Flávio Dino de limitar o alcance da lei, gerando incertezas no mercado financeiro.
Durante um evento do banco Santander, realizado no Hotel Grand Hyatt em São Paulo, presidentes de grandes instituições financeiras, como Milton Maluhy (Itaú) e Roberto Sallouti (BTG Pactual), evitaram comentar a crise. A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, não compareceu ao encontro. O único a se manifestar foi Daniel Goldberg, sócio da gestora Lumina Capital, que criticou a abordagem de Dino. Ele afirmou que, apesar das boas intenções, a tentativa de resolver a crise diplomática não apenas falhou, mas também gerou novos problemas.
Goldberg destacou que a aplicação extraterritorial de leis é comum e citou a Lei de Defesa da Concorrência como exemplo. Ele argumentou que a sanção americana pode ser efetiva independentemente da posição do STF. “A sanção, com a retirada de toda e qualquer interface e interconexão com o mercado americano, é mais do que suficiente para dar efetividade à lei”, disse.
Por sua vez, Luis Stuhlberger, da gestora Verde Asset Management, acredita que a crise não levará a uma desconexão dos bancos brasileiros do sistema SWIFT. Ele ressaltou que o lobby empresarial tem atuado nos bastidores e que o foco atual não é mais pressionar o Brasil em relação a questões políticas. Contudo, Stuhlberger expressou preocupação com uma possível escalada do governo brasileiro contra as Big Techs dos EUA, o que poderia intensificar a crise.
Entre na conversa da comunidade