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Divisão da concessão da Enel SP pode elevar tarifas de energia, alertam especialistas

Governador de São Paulo propõe divisão da concessão da Enel, mas especialistas alertam para aumento de custos e riscos para consumidores

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante fórum de investimentos promovido pela revista Veja (Foto: Pablo Jacob - 18.ago.25/Governo do Estado de SP)
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  • O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou o contrato da Enel, concessionária de energia da capital e região metropolitana.
  • Ele propôs dividir a concessão em dois blocos e sugeriu que o governo federal não renovasse o contrato atual.
  • Especialistas alertam que a separação pode aumentar os custos para os consumidores em até 30%.
  • Atualmente, a Enel opera com um custo anual de cerca de R$ 3,5 bilhões.
  • Não há estudos em andamento sobre a proposta, e mudanças históricas no setor tendem a unir regiões para otimizar custos.

Na última segunda-feira (18), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou o contrato da Enel, concessionária de energia da capital e região metropolitana. Ele sugeriu a divisão da concessão em dois blocos e afirmou que, se fosse o governo federal, não renovaria o contrato atual.

Especialistas do setor elétrico expressaram preocupação com a proposta, que pode aumentar os custos para os consumidores. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) teria que aprovar a criação de duas administrações independentes, o que, segundo um executivo anônimo, poderia elevar os custos operacionais em até 30%. Atualmente, a Enel opera com um custo de cerca de R$ 3,5 bilhões por ano.

A reportagem apurou que não há estudos em andamento sobre a separação da concessão, e que, historicamente, mudanças no setor tendem a unir regiões para otimizar custos. Exemplos de fusões de concessões podem ser vistos em estados como Paraíba e Amazonas, onde a agregação trouxe ganhos de escala.

A advogada especialista em energia, Bianca Bez, destacou que a fragmentação da concessão pode criar um ambiente competitivo, mas também acarreta riscos econômicos. A duplicação de estruturas administrativas pode resultar em tarifas mais altas, além de gerar incertezas regulatórias que podem afastar investidores.

A proposta de Tarcísio, portanto, levanta questões sobre a viabilidade e os impactos financeiros para os consumidores, em um cenário onde a eficiência e a qualidade do serviço são cada vez mais cobradas.

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