- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou o contrato da Enel, concessionária de energia da capital e região metropolitana.
- Ele propôs dividir a concessão em dois blocos e sugeriu que o governo federal não renovasse o contrato atual.
- Especialistas alertam que a separação pode aumentar os custos para os consumidores em até 30%.
- Atualmente, a Enel opera com um custo anual de cerca de R$ 3,5 bilhões.
- Não há estudos em andamento sobre a proposta, e mudanças históricas no setor tendem a unir regiões para otimizar custos.
Na última segunda-feira (18), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou o contrato da Enel, concessionária de energia da capital e região metropolitana. Ele sugeriu a divisão da concessão em dois blocos e afirmou que, se fosse o governo federal, não renovaria o contrato atual.
Especialistas do setor elétrico expressaram preocupação com a proposta, que pode aumentar os custos para os consumidores. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) teria que aprovar a criação de duas administrações independentes, o que, segundo um executivo anônimo, poderia elevar os custos operacionais em até 30%. Atualmente, a Enel opera com um custo de cerca de R$ 3,5 bilhões por ano.
A reportagem apurou que não há estudos em andamento sobre a separação da concessão, e que, historicamente, mudanças no setor tendem a unir regiões para otimizar custos. Exemplos de fusões de concessões podem ser vistos em estados como Paraíba e Amazonas, onde a agregação trouxe ganhos de escala.
A advogada especialista em energia, Bianca Bez, destacou que a fragmentação da concessão pode criar um ambiente competitivo, mas também acarreta riscos econômicos. A duplicação de estruturas administrativas pode resultar em tarifas mais altas, além de gerar incertezas regulatórias que podem afastar investidores.
A proposta de Tarcísio, portanto, levanta questões sobre a viabilidade e os impactos financeiros para os consumidores, em um cenário onde a eficiência e a qualidade do serviço são cada vez mais cobradas.
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