- A American Soybean Association (ASA) enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 19 de agosto, pedindo a remoção das tarifas da China sobre a soja americana.
- Os produtores de soja dos EUA enfrentam uma crise financeira, com a soja americana 20% mais cara que a brasileira, resultando na perda de mercado para o Brasil.
- A China, que historicamente importou 61% da soja mundial dos EUA nos últimos cinco anos, tem buscado grãos no Brasil devido às tarifas.
- Em 2024, o Brasil exportou cerca de 74,7 milhões de toneladas de soja para a China, enquanto os EUA enviaram apenas 22,1 milhões de toneladas.
- A ASA alertou que, sem um acordo com a China, a situação se tornará insustentável para os agricultores, que já enfrentam altos custos de insumos e queda nos preços da soja.
A American Soybean Association (ASA) enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 19 de agosto, solicitando a remoção das tarifas retaliatórias da China sobre a soja americana. Os produtores enfrentam uma crise financeira, com a soja dos EUA 20% mais cara que a brasileira, o que levou a China a buscar grãos no Brasil.
Na correspondência, a ASA destacou que a China importou, nos últimos cinco anos, 61% da soja mundial dos EUA, sendo historicamente o principal fornecedor. Contudo, as tarifas têm forçado os clientes chineses a se voltarem para concorrentes sul-americanos, especialmente o Brasil, que aumentou sua produção desde a guerra comercial anterior.
Os agricultores estão sob pressão financeira, com custos de insumos e equipamentos em alta, enquanto os preços da soja continuam a cair. A ASA alertou que, sem um acordo com a China, a situação se tornará insustentável, colocando em risco a sobrevivência dos produtores. A carta também reconheceu os esforços de Trump para aumentar a produção de soja, mas enfatizou a necessidade de ações imediatas.
Impacto das Tarifas
O presidente Trump pediu que a China quadruplique suas compras de soja americana. No entanto, a realidade é que, em 2024, o Brasil exportou cerca de 74,7 milhões de toneladas de soja para a China, totalizando US$ 36,5 bilhões. Em contraste, os EUA enviaram apenas 22,1 milhões de toneladas, equivalentes a US$ 11,3 bilhões.
A situação é crítica, pois a China não adquiriu soja da nova safra, que começa em setembro. Historicamente, o país costumava comprar cerca de 14% de suas necessidades antes da colheita. As vendas para outros mercados não têm sido suficientes para compensar a perda das exportações para a China.
A Amcham Brasil alertou que, apesar das isenções tarifárias que beneficiam 43% das exportações brasileiras, 57% ainda estão sujeitas a tarifas, afetando setores sensíveis. O aumento de custos pode levar a demissões e fechamento de pequenas empresas, comprometendo a recuperação econômica.
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